Momento R.U.M.O. | E se o problema do negócio não estiver onde você acha?
- há 2 dias
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“Acho que meu problema é Instagram.” “Meu desafio é sempre a rejeição pelo preço.” “Meu problema é falta de conteúdo.” Frases comuns que, muitas vezes, indicam sintomas de outras questões.

Já notei um padrão frequente nas conversas que tenho com fotógrafos e fotógrafas. A pessoa identifica um problema, trabalha para resolver aquilo e o negócio continua não respondendo. O sintoma aparece com força. A causa, nem sempre.
O fotógrafo acha que precisa baixar o preço para converter mais orçamentos. Na leitura, o problema não está necessariamente no preço. Está no fato de que o cliente não chega com percepção de valor suficiente para aceitar qualquer proposta com tranquilidade. A foto está boa. O preço pode estar razoável. Mas algo antes disso não está comunicando o que deveria. Pode ser a forma como o produto é apresentado. Pode ser a falta de uma informação que ajudaria o cliente a entender melhor a entrega. Pode ser a distância entre o valor que o fotógrafo acredita oferecer e o valor que o cliente consegue perceber.
Outro fotógrafo investe energia no Instagram porque acredita que é de lá que vêm os clientes. Na leitura, a maior parte dos trabalhos vem de indicação. O Instagram funciona mais como portfólio passivo do que como canal real de aquisição. O esforço está concentrado no lugar errado.
Há também o fotógrafo que atribui o crescimento dos últimos anos a um diferencial específico: a foto com famosos, o estúdio bem localizado, a especialização em um nicho, a estética que funcionou durante muito tempo. Na leitura, o mercado mudou ao redor desse diferencial. O que funcionou antes pode continuar tendo valor, mas talvez já não produza o mesmo resultado. O difícil é abandonar um padrão que já deu certo. A gente insiste porque ainda existe a esperança de que ele volte a funcionar como antes. A pergunta é: você tem tempo para empurrar essa dúvida mais um pouco?
São casos com algo em comum. A pessoa está trabalhando no problema errado porque está olhando de dentro. E, de dentro, o que aparece primeiro costuma ser o sintoma mais visível.
É por isso que uma leitura de fora muda o diagnóstico.
A distância ajuda a enxergar o que vem antes do problema: onde o negócio está sendo encontrado, como é percebido, o que é comunicado antes do cliente perguntar o preço e o que mudou no mercado sem ainda ter sido absorvido nas decisões do dia a dia.
Abri uma nova rodada da Leitura R.U.M.O. para fotógrafos que trabalham muito, mas sentem que o negócio não está respondendo na mesma proporção. Vou receber interessados ao longo dos próximos dias e organizar as leituras por ordem de confirmação.
Quem quiser entrar nesta rodada pode me chamar no me chamar no WhatsApp com a palavra RUMO.. Eu explico como funciona e envio os detalhes para começar.



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