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Você contrataria seu próprio portfólio?

há 5 horas
2 min de leitura

Ter boas fotografias de várias áreas demonstra experiência. A seleção que você apresenta precisa ajudar o cliente a encontrar o que procura.



Imagine que uma empresa esteja procurando alguém para fotografar sua equipe. Ao abrir o portfólio de um profissional indicado, encontra um casamento, um ensaio infantil, uma paisagem e, mais adiante, dois retratos corporativos.


As fotografias são boas. Ainda assim, quem contrata precisa descobrir se aquele profissional sabe atender à demanda: fotografar várias pessoas, manter uma unidade visual e trabalhar dentro da rotina da empresa.


Agora imagine esse mesmo fotógrafo apresentando uma seleção de retratos profissionais, acompanhada de uma breve explicação sobre os trabalhos. A experiência é a mesma. O que muda é o material que o cliente tem para avaliar a contratação.


Um portfólio também é uma seleção de evidências de que você consegue realizar determinado trabalho.


Isso ajuda a entender por que uma imagem premiada ou tecnicamente impecável nem sempre precisa abrir sua apresentação. Para aquele cliente, uma sequência consistente de retratos de equipe talvez seja mais relevante do que sua melhor fotografia de casamento.


O problema merece atenção especialmente quando você atua em várias áreas. Há profissionais que atendem famílias, empresas e eventos com bons resultados. Essa diversidade pode sustentar o negócio, aproveitar relações existentes e distribuir a receita ao longo do ano.


A questão é como cada público encontra o que lhe interessa. No site, isso pode aparecer em áreas bem organizadas. Em uma proposta, numa seleção feita para aquela demanda. Em uma conversa, no envio de um trabalho que se aproxima do pedido recebido.


Também existe uma diferença entre o papel do Instagram e o de uma apresentação comercial. O perfil reúne bastidores, personalidade, experiências e trabalhos recentes. Já o material enviado a um possível contratante pode ser mais específico, sem precisar representar toda a sua carreira.


Faça uma leitura do seu portfólio pensando no próximo trabalho que você gostaria de fechar. Que evidências estão ali para alguém confiar essa entrega a você?


Se você quer fotografar restaurantes, por exemplo, observe se sua seleção mostra o tipo de serviço que pretende vender. Fotos isoladas de pratos ajudam a avaliar sua linguagem, mas um projeto com comida, ambiente e equipe oferece outros elementos para quem precisa de um conjunto de imagens para o negócio.


Essa leitura também revela lacunas. Talvez o trabalho exista e esteja escondido entre outros. Talvez você ainda precise produzir um projeto que demonstre a oferta que quer colocar no mercado. Cada situação pede uma decisão diferente.


No Mapa R.U.M.O., analiso o momento do fotógrafo, sua apresentação e seus objetivos para orientar essas escolhas. O trabalho reúne uma análise individual, um relatório e uma reunião para discutir prioridades e próximos passos.


Se você atua em várias frentes ou quer atrair um tipo de trabalho que aparece pouco na sua agenda, me conte o que fotografa hoje e o que deseja desenvolver. Podemos conversar sobre como o Mapa se aplica ao seu momento.


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