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moto g37 reforça avanço da IA e da fotografia computacional nos smartphones

há 4 horas
3 min de leitura

Novo modelo da Motorola combina câmera Quad Pixel, recursos de fotografia computacional, Google Gemini e edição por inteligência artificial. Mais um sinal de que tecnologias antes associadas aos aparelhos premium estão chegando às faixas mais acessíveis.



A Motorola lançou no Brasil o moto g37, smartphone que chega com preços sugeridos a partir de R$ 999 e coloca inteligência artificial e fotografia computacional entre os principais argumentos de venda.


O aparelho traz câmera principal de 50 MP com tecnologia Quad Pixel, recursos de IA para retratos e cenas noturnas e ferramentas de edição do Google Fotos. Também incorpora Google Gemini e Circule para Pesquisar.


Mais do que a ficha técnica de mais um smartphone intermediário de entrada, o lançamento chama atenção por outro motivo: recursos que há pouco tempo apareciam principalmente nos aparelhos mais caros estão chegando rapidamente a modelos próximos dos R$ 1 mil.


Os 50 MP não contam toda a história


A câmera principal utiliza um sensor de 50 MP com tecnologia Quad Pixel. Na prática, quatro pixels são combinados para formar um pixel maior, aumentando a capacidade de captação de luz. Isso significa que, apesar dos 50 MP destacados na comunicação do produto, a resolução resultante nesse modo é de 12,5 MP.


É um bom exemplo de como o número de megapixels explica cada vez menos, sozinho, o desempenho fotográfico de um smartphone. Sensor, processamento computacional e software passam a funcionar como partes de um mesmo sistema de imagem.


A Motorola também utiliza inteligência artificial para otimizar retratos, fotografias noturnas e outras situações de captura. Depois da foto, entram as ferramentas do Google Fotos, incluindo recursos de edição assistidos por IA.


A IA deixa de ser exclusividade dos celulares mais caros


O moto g37 também chega com Google Gemini integrado ao aparelho e Circule para Pesquisar, ferramenta que permite selecionar elementos vistos na tela para realizar buscas sem sair do aplicativo.


Não são tecnologias desenvolvidas especificamente para fotógrafos. O que interessa aqui é perceber como a inteligência artificial está deixando de aparecer como uma função extraordinária e começa a fazer parte da experiência básica de um smartphone.


Capturar, selecionar, buscar, corrigir, remover elementos e modificar uma imagem passam gradualmente a fazer parte do mesmo fluxo. Para quem trabalha profissionalmente com fotografia, isso não significa que um aparelho de R$ 999 tenha se transformado em substituto de uma câmera profissional. São propostas e possibilidades bastante diferentes.


Mas significa que o consumidor está sendo treinado diariamente em um ambiente no qual a imagem já nasce acompanhada de processamento e continua sendo transformada depois do clique.



Um smartphone de entrada cada vez mais complexo


Além da câmera e da IA, o moto g37 traz conectividade 5G, 4 GB de memória RAM física e RAM Boost, que utiliza parte do armazenamento como memória virtual.

A tela tem 6,7 polegadas, taxa de atualização de até 120 Hz e brilho de até 1.050 nits. O modelo também conta com áudio estéreo com Dolby Atmos, proteção IP64 contra poeira e respingos, Gorilla Glass 7i e certificação de resistência MIL-STD 810H.


A bateria tem capacidade nominal de 5.200 mAh. Atualmente, a Motorola informa autonomia de até 63 horas, dependendo das condições e do perfil de uso.


O aparelho chega nas cores Grafite, Azul Turquesa, Azul Náutico e Rosa. Os preços sugeridos divulgados pela fabricante são de R$ 999 para a versão de 64 GB e R$ 1.199 para a configuração de 128 GB.


O que o moto g37 ajuda a mostrar


Talvez esse seja o aspecto mais relevante do lançamento para quem acompanha fotografia.

A transformação provocada pelos smartphones não está acontecendo apenas no topo do mercado, com aparelhos capazes de fotografar em RAW, usar sensores maiores ou oferecer sistemas avançados de múltiplas câmeras.


Ela também acontece quando um consumidor compra um telefone próximo dos R$ 1 mil e já recebe uma câmera que combina pixels automaticamente, reconhece situações de captura, melhora imagens por software e oferece ferramentas generativas para continuar modificando a fotografia depois dela ter sido feita.


A fotografia computacional deixa, aos poucos, de ser diferencial. Está se tornando infraestrutura. E quanto mais isso acontece, menos sentido faz observar a evolução da fotografia olhando apenas para câmeras, lentes e sensores. Parte importante dessa transformação está agora no software e cada vez mais, na inteligência artificial.


Mais informações e especificações completas estão disponíveis no site da Motorola.



Quer acompanhar o que essas mudanças significam para quem vive da fotografia?


No Essencial, acompanho movimentos de mercado, inteligência artificial, tecnologia, negócios e novas oportunidades que estão mudando a atividade fotográfica — com análises que vão além do anúncio e da novidade isolada.


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