Partida da liga de futebol dos EUA será transmitida inteiramente com iPhone
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Apple vai usar iPhone 17 Pro em toda a cobertura de LA Galaxy x Houston Dynamo, incluindo aquecimento, entrada dos jogadores, ângulos dentro do gol e imagens da torcida.

A Apple vai transmitir, neste sábado, 23 de maio, uma partida da Major League Soccer captada inteiramente com iPhone 17 Pro. Segundo a empresa, será a primeira vez que um grande evento esportivo profissional ao vivo terá toda a captação feita com iPhone.
A transmissão especial será realizada em parceria com a MLS no jogo entre LA Galaxy e Houston Dynamo FC, no Dignity Health Sports Park, em Carson, na Califórnia. A partida acontece no último fim de semana de jogos da liga antes da pausa para a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
A cobertura não será limitada a imagens de bastidor. O iPhone 17 Pro será usado ao longo de toda a transmissão, incluindo aquecimento em campo, apresentação dos jogadores, ângulos dentro do gol e imagens da atmosfera do estádio. A Apple afirma que os aparelhos serão posicionados em diferentes pontos da arena para captar reações da torcida e novas perspectivas, aproveitando o tamanho reduzido do smartphone.
A proposta é manter os ângulos tradicionais de uma transmissão esportiva, mas somar imagens que câmeras maiores nem sempre conseguem captar com a mesma mobilidade. O interesse do teste está justamente nessa combinação: não é o iPhone apenas como câmera de apoio, mas como base completa de uma operação profissional ao vivo.
A Apple já vinha incorporando o iPhone em transmissões esportivas. Em 2025, a empresa usou o iPhone 17 Pro em uma partida do Friday Night Baseball entre Boston Red Sox e Detroit Tigers para captar momentos específicos e imagens cinematográficas dentro do estádio. Um dos aparelhos usados naquela produção foi incorporado ao acervo do National Baseball Hall of Fame and Museum, em Cooperstown.
Depois disso, a empresa ampliou o uso do iPhone em outras transmissões, incluindo a MLS Cup de 2025. O aparelho também passou a integrar as transmissões do Friday Night Baseball na temporada de 2026. A diferença, agora, é que a partida da MLS será captada inteiramente com iPhone, não apenas com inserções pontuais.
O iPhone 17 Pro tem três câmeras Fusion de 48 MP, equivalentes a oito lentes em um formato compacto, segundo a Apple. O aparelho também oferece recursos de vídeo voltados a fluxos profissionais, como Apple Log 2. A PetaPixel destaca ainda recursos como gravação em Log, 4K a 120 quadros por segundo, ProRes RAW e Open Gate, que aproximam o smartphone de fluxos mais exigentes de produção audiovisual.
A partida será transmitida pelo Apple TV às 22h30 no horário de Brasília, equivalente a 19h30 no horário local da Califórnia. Assinantes do Apple TV poderão assistir sem custo adicional, segundo a Apple.
Para a indústria de imagem, a iniciativa tem duas leituras. A primeira é tecnológica: smartphones já não são apenas dispositivos de captação casual. Em determinadas condições, com equipe, planejamento, acessórios, rede e pós-produção adequados, eles podem entrar em fluxos profissionais complexos.
A segunda leitura é estratégica. A Apple não está apenas demonstrando a qualidade da câmera do iPhone. Está mostrando o iPhone como peça de infraestrutura audiovisual. Em uma transmissão esportiva, isso significa testar novas posições de câmera, reduzir barreiras físicas, aproximar o espectador da ação e criar imagens que reforçam a sensação de presença.
Isso não significa que câmeras profissionais deixam de importar. Transmissões esportivas seguem exigindo ópticas longas, operação especializada, estabilidade, baixa latência, redundância, controle de cor e padrões técnicos rigorosos. O que muda é o espaço ocupado pelo smartphone dentro desse ecossistema.
O iPhone entra menos como substituto universal e mais como câmera de acesso. Ele chega onde uma câmera grande incomoda, pesa, custa mais ou altera a cena. Em esportes, isso pode significar gol, túnel, arquibancada, banco de reservas, entrada em campo e bastidores. Em eventos, jornalismo, publicidade e conteúdo de marca, a lógica é parecida.
A transmissão da MLS talvez não seja o fim de uma era, mas é mais um sinal de deslocamento. A câmera profissional continua existindo. A diferença é que o território da captação profissional ficou mais amplo. E, cada vez mais, parte dele cabe no bolso.
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