Os NFTs também presentes na maior feira de fotografia do mundo

Paris Photo Fair é a mais celebrada e o maior evento do mundo quando o assunto é arte na fotografia. Esse ano a convivência com os NFTs indica um possível caminho para o mercado



Guy Bourdin - Fellowship


Uma convivência misturada. Essa seria uma boa definição para indicar os caminhos para a arte na fotografia. Matéria recente da The Art News Paper deixou isso claro. Obviamente as fotos impressas são dominantes e o foco das galerias é nas obras físicas. Contudo, o que chama a atenção é o avanço das tecnologias que acompanham as transformações do mercado.





Paris Photo Fair ocorre na capital francesa até o dia 13 de novembro. A feira foi criada em 1997 e de lá para cá se tornou a grande referência na área. Olhando para a matéria o que me chamou a atenção:


- Uma parte da feira foi batizada de Curiosa, dedicada para a fotógrafos emergentes. E ali, eles estão mais envolvidos com telas, experiências que misturam o real e o virtual.

- Lá estão instalações híbridas e imersivas com desenhos digitais, holograma, vídeos

- Uma galeria online com foco em mídias misturadas. O que as pessoas envolvidas na arte de olho neste momento e no futuro dizem é que vivemos em uma era de telas com cada vez mais qualidade e que são conectadas. E que essas novas possibilidades abrem espaços para que novos talentos apareçam como nunca puderam antes.


Mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi a presença da Fellowship por lá. Que defende o futuro da fotografia. E que na visão desta iniciativa, envolve vender tanto NFTs quanto impressões. Fellowship tem grandes nomes da arte da fotografia envolvidos. Caso de Darius Himes (Chefe de fotografia internacional da Christie´s) e que conta com a participação de nomes celebrados da fotografia entre seus membros.


Um desses nomes de fotógrafos respeitados é Gregory Crewdson que hoje é um dos artistas que mais fatura com NFTs no mundo. Crewdson também ficou conhecido por sua presença na Magnum. Aliás, a Fellowship representa fotógrafos da Magnum, mas ao mesmo tempo está apoiando talentos emergentes e dando espaço para isso com os NFTs (que ajudam a financiar tudo isso)


Como a própria matéria diz: a fotografia sempre foi uma nova mídia. E eu concordo com isso, ela está mais presente do que nunca seja com fotos impressas, na tela e agora em uma nova fase em que ela é autenticada e única com a fotografia blockchain/NFT.


Mas calma que Paris tem outras iniciativas NFT recentes. Uma delas é um evento promovido por uma referência na área em um novo espaço físico exclusivamente dedicados ao NFTs em Paris. Um encontro grátis por lá que já na chamada vem com a provocação: Paris Photo 2030 - 100% NFT? A programação merece destaque:





Paris Photo 2030: 100% NFT?

NFTs permitem que os fotógrafos se libertem da rejeição de seus trabalhos no papel, antes obrigatórios para sua comercialização, mas que também entrem em contato direto com seus colecionadores.

As impressões desaparecerão?

As galerias desaparecerão?

Os NFTs são a solução para impressões falsas?

A fotografia NFT é um novo movimento artístico?

Ou nfts são apenas uma moda, um argumento de marketing, pura especulação?



Fotos: The Art Factory


O evento grátis ocorreu na The NFT Factory, um espaço para arte digital autenticada que foi inaugurado recentemente em Paris. A provocação que eles fizeram pode parecer ousada. Mas a própria Paris Photo criou uma arena para essa nova fase da arte e dos artistas. Então, só o tempo irá dizer.


Se você quiser entender essa nova fase de valor para a fotografia te convido a participar do NFoTo.