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Fotógrafo brasileiro leva a tragédia do Pantanal ao centro do debate ambiental global

Uma das principais reportagens recentes sobre os incêndios no Pantanal publicadas pela The Guardian tem assinatura brasileira.



O fotógrafo documental Lalo de Almeida, baseado em São Paulo, é o autor da série de imagens e do relato que percorre os incêndios que devastaram o Pantanal em 2020 e voltaram a se repetir com força em 2024. O trabalho integra uma grande exposição em Londres e recoloca o bioma brasileiro no centro das discussões ambientais internacionais.


Com mais de três décadas dedicadas à cobertura de temas socioambientais, Lalo descreve o impacto de chegar a uma região onde o fogo estava fora de controle, sem resposta organizada e com milhares de focos ativos espalhados pelo território. O que encontrou ali, segundo ele, ultrapassava qualquer experiência anterior na Amazônia.



Animais carbonizados, outros feridos ou desorientados, buscando refúgio em pequenas lagoas à beira de estradas, cenas que ele descreve como “apocalípticas”. Em uma das imagens mais fortes do ensaio, cervos permanecem imóveis dentro da água, sem reagir à presença humana, numa tentativa silenciosa de sobreviver ao fogo.


O relato também acompanha o trabalho das brigadas de incêndio, especialmente os homens do Prevfogo, vindos do Piauí, que enfrentaram jornadas exaustivas sob temperaturas extremas. Para o fotógrafo, acompanhar esses profissionais anônimos foi uma das poucas fontes de esperança em meio à devastação.



Ao retornar ao Pantanal em 2024, Lalo encontrou um cenário ainda mais inquietante: áreas já destruídas em 2020 voltavam a queimar. A recorrência dos incêndios levanta uma questão incômoda, apontada no texto: talvez o que antes parecia exceção esteja se tornando regra. Um novo normal para o bioma.


A reportagem publicada pelo The Guardian reforça algo essencial. O Pantanal não é um problema distante ou local. É um alerta global sobre os limites da resiliência ambiental diante da ação humana, da seca prolongada e da ausência de políticas eficazes de prevenção.


A exposição Water Pantanal Fire, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, está em cartaz no Science Museum, em Londres, até o fim de maio.


Casos como o do Pantanal mostram por que a fotografia documental segue sendo uma ferramenta central de leitura do mundo, mesmo em um cenário de saturação visual e inteligência artificial. Esse tipo de reflexão sobre imagem, contexto e impacto faz parte das discussões contínuas na comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto.



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