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Da avenida para a TV: Zero62 ganha destaque com modelo de fotografia esportiva em Goiânia

há 1 dia
4 min de leitura

Operação criada por Jair cresceu na Avenida Ricardo Paranhos, chegou a uma equipe de cerca de 30 fotógrafos e ultrapassou R$ 1 milhão em vendas. Agora, o modelo também chama a atenção da mídia.



A fotografia esportiva costuma ser associada às grandes provas, com largada, chegada, milhares de inscritos e uma estrutura montada especialmente para o evento. Em Goiânia, um negócio cresceu a partir de uma lógica diferente: fotografar pessoas que simplesmente saíram para correr.


A Zero62 Foto Esporte transformou a rotina da Avenida Ricardo Paranhos, um dos principais pontos de corrida da cidade, em uma operação contínua de produção e venda de fotografias. O modelo ganhou escala e, nas últimas semanas, começou também a chamar a atenção da mídia.


Em 30 de setembro, o Goiás Record exibiu uma reportagem sobre a atividade dos fotógrafos na avenida. O conteúdo foi publicado pelo R7 no dia seguinte com o título “Fotógrafo transforma corredores em clientes”. A reportagem apresenta Jair, responsável pela Zero62, e mostra como a presença dos fotógrafos passou a fazer parte da própria experiência de quem corre pelo local.



Um mercado criado fora das corridas oficiais


O aspecto mais interessante do caso não está apenas nos números alcançados pela Zero62, mas no lugar onde o negócio foi construído.


A Avenida Ricardo Paranhos não é uma prova esportiva. É um espaço urbano frequentado diariamente por pessoas que caminham, treinam e correm. Jair percebeu que parte daquele público também queria boas imagens dessa rotina.


Segundo a reportagem, ele começou fotografando sozinho e distribuindo cartões para que os corredores encontrassem posteriormente suas imagens. O interesse começou a aparecer inclusive em grupos de corrida e assessorias esportivas.


Em aproximadamente um ano e oito meses, a operação teria passado de um fotógrafo para uma equipe de cerca de 30 profissionais. No mesmo período, o negócio ultrapassou a marca de R$ 1 milhão em vendas de fotografias, de acordo com os números apresentados na reportagem.


O próprio site da Zero62 ajuda a mostrar a dimensão operacional alcançada. Há coberturas sucessivas da Ricardo Paranhos durante a semana, em alguns dias divididas entre períodos diurno e noturno, além de corridas e outros eventos esportivos realizados em Goiânia e cidades próximas.



O corredor também mudou


A reportagem mostra outro componente importante desse mercado: a relação entre fotografia, esporte e exposição nas redes sociais.


Os corredores sabem que os fotógrafos estão na avenida. Alguns ajustam a postura, procuram a câmera, fazem gestos ou escolhem o melhor momento para serem registrados. Depois, procuram suas imagens e compartilham o resultado.


Nesse contexto, a fotografia deixa de funcionar somente como lembrança de uma corrida oficial. Ela passa a acompanhar a rotina esportiva do cliente.


Para quem corre com frequência, as imagens também formam um registro visual da própria evolução. Isso ajuda a explicar por que existe possibilidade de recompra: não se trata necessariamente de fotografar a mesma pessoa uma única vez.


O caso já havia despertado atenção da mídia algumas semanas antes, em outra reportagem compartilhada pela Zero62 em seu Instagram. “Veja a reportagem anterior publicada pela Zero62” para o Reels. A nova matéria do Goiás Record reforça que o fenômeno deixou de ser apenas uma curiosidade entre fotógrafos e corredores locais.


Tecnologia tornou a escala possível


Existe, porém, um problema prático quando essa produção cresce: como alguém encontra suas fotografias no meio de milhares de arquivos?


A Zero62 utiliza uma estrutura digital de venda na qual o corredor pode procurar suas imagens por reconhecimento facial. Em uma cobertura recente da Corrida do Dragão 2026, por exemplo, foram disponibilizadas mais de 71 mil fotografias e 299 vídeos, com busca facial diretamente na página do evento.


Essa etapa é importante porque reduz uma das maiores fricções desse tipo de negócio. Produzir milhares de imagens não significa necessariamente conseguir vendê-las se o cliente tiver dificuldade para localizar aquilo que procura.


É também nesse ponto que aparece a Fotto. A Zero62 é parceira da plataforma e utiliza sua tecnologia para disponibilização, busca e comercialização das imagens. No próprio site da operação, a integração com a Fotto aparece incorporada à experiência de compra.



O que o caso Zero62 mostra sobre fotografia esportiva


O crescimento da corrida de rua abriu espaço para diferentes modelos de atuação fotográfica. O caso de Goiânia acrescenta uma possibilidade interessante: o cliente não precisa estar participando de uma grande competição para querer comprar uma fotografia esportiva.


Jair identificou um fluxo recorrente de pessoas, testou a existência de demanda e construiu uma operação ao redor daquele comportamento. À medida que o volume aumentou, vieram equipe, tecnologia e uma estrutura capaz de publicar e comercializar grandes quantidades de imagens.


O destaque conquistado agora na mídia é consequência de uma história que ultrapassa a fotografia em si. É também um caso de comportamento de consumo, comunidade esportiva e construção de um novo ponto de venda para o fotógrafo.


A avenida continua sendo a mesma. O que mudou foi a percepção de que aquelas milhares de pessoas correndo por ela também poderiam formar um mercado.



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