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Threads, a nova rede social da Meta na era da Web 3.0

Com mais de 50 milhões de inscrições em pouco mais de 1 dia a plataforma promete novas possibilidades de monetização de conteúdo e descentralização (web3)



A Meta lançou na noite de quarta-feira (5) o aplicativo Threads, sua nova rede social que conquistou mais de 50 milhões de usuários em pouco mais de 1 dia de funcionamento. A plataforma, que faz parte da chamada “Web 3.0”, se assemelha ao Twitter, com um feed de postagens em grande parte baseado em texto, no qual as pessoas podem ter conversas em tempo real.


Além das expectativas para descobrir se o Threads pode representar o fim do Twitter de Elon Musk, também se espera que a rede social traga novas possibilidades de monetização de conteúdo. A diretora de estratégia de conteúdo e influência do Mercado Bitcoin, Inaiara Florêncio, explicou para a CNN quais mudanças a terceira geração da Web pode trazer e o que isso significa para o futuro das redes sociais, incluindo o Threads.


“Ainda não existem informações exatas sobre como o Threads irá funcionar para monetização de influenciadores e criadores de conteúdo”, disse Florêncio. “Mas, dentro da lógica da Web 3.0, os usuários podem ser remunerados pelo trabalho realizado ao postar e curtir nas redes sociais, usando a oportunidade de ganhar dinheiro com a atenção que dão e recebem”.


A plataforma vai investir na descentralização e se adequar ao ActivityPub, um protocolo aberto de rede social. Isso permite que os dados e o conteúdo produzidos no Threads sejam tratados como propriedade do usuário, e não da plataforma. Em seu site, a Meta diz que está comprometida em “oferecer aos usuários mais controle sobre a sua audiência no Threads” e espera que “ao ingressar neste ecossistema de serviços interoperáveis, o Threads ajude as pessoas a encontrar a sua comunidade, independentemente do aplicativo que usarem”.


Essa descentralização é possível graças ao ActivityPub, um protocolo aberto de rede social estabelecido pelo World Wide Web Consortium (W3C), já usado por outras plataformas como Mastodon e WordPress. Ao se tornar compatível com o ActivityPub, a plataforma permite que suas postagens sejam acessadas a partir de outros aplicativos também compatíveis, permitindo que os usuários alcancem diferentes públicos e tenham acesso a diferentes postagens sem ter que criar uma conta em cada rede social.





“Ao que tudo indica, essas mudanças na economia da atenção sinalizam uma nova fase para a qual caminham os criadores e influenciadores”, falou Florêncio. “O criador de conteúdo poderá usar o Threads para garantir uma audiência mais cativa de seguidores e usar isso para negociar com anunciantes ou com os próprios apoiadores do seu conteúdo. Isso já abre um novo leque de oportunidades de monetização voltado também ao engajamento com a comunidade”, ela explicou.


A especialista citou exemplos já utilizados em plataformas de publicidade: como a possibilidade de oferecer recompensa financeira para os usuários em troca de dados ou engajamento. Além disso, a descentralização também significa que as decisões referentes ao funcionamento da rede social não seriam tomadas por uma única pessoa, mas por um conselho gestor não formado por executivos. De acordo com Inaiara Florêncio, isso evitaria decisões como o limite de posts que podem ser lidos por dia no Twitter anunciado por Elon Musk no início do mês.


Para analistas, rede concorrente do Twitter pode elevar valor de mercado da Meta de US$ 755 bilhões para US$ 900 bilhões. O novo aplicativo bateu todos os recordes, captando 10 milhões de inscrições apenas sete horas após o lançamento. A lista de usuários inclui celebridades como Kim Kardashian, Jennifer Lopez e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez. A expectativa da Meta é usar sua enorme base de usuários e experiência em anúncios para monetizar uma nova plataforma.





O momento é propício. O principal concorrente, o Twitter, passa por uma transformação profunda sob a gestão de Elon Musk. Assim como a rede de microblogs mais antiga, o Threads permite que os usuários publiquem mensagens de texto curtas, repostem e respondam. “Vamos pegar o que o Instagram faz de melhor e expandir isso para o texto, criando um espaço positivo e criativo para expressar suas ideias”, informou a Meta no lançamento.


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