Competição internacional procura fotógrafos para ceder RAWs a retocadores do mundo todo
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Brasileiros podem participar da seleção do Retoucher of the Year 2026, enviando séries que poderão ser trabalhadas por profissionais de mais de 50 países.

Uma competição internacional de retoque abriu uma oportunidade interessante também para quem está do outro lado da pós-produção: fotógrafos podem enviar seus trabalhos para que suas imagens sejam usadas oficialmente no Retoucher of the Year 2026.
A chamada está aberta a participantes de diferentes países e não estabelece restrição que impeça fotógrafos brasileiros de participar. As inscrições para esta etapa seguem até 6 de setembro de 2026.
A proposta é selecionar séries fotográficas que servirão como matéria-prima para os retocadores inscritos na competição. Em vez de todos trabalharem sobre imagens genéricas fornecidas pela organização, o projeto aproxima fotógrafos e profissionais de pós-produção em uma colaboração internacional.
O fotógrafo entra com o RAW
Há um detalhe importante na seleção: as fotografias precisam ter origem em câmera.
Os candidatos enviam inicialmente arquivos JPEG para avaliação. Caso o trabalho seja escolhido, será necessário fornecer os arquivos RAW originais.
A organização também afirma que não aceita imagens geradas por inteligência artificial para esta chamada. É uma exigência coerente com a própria dinâmica da competição, já que o objetivo é avaliar como diferentes profissionais interpretam e transformam fotograficamente o mesmo material de origem.
Entre as categorias procuradas estão trabalhos de beleza e retrato, produto e still, editorial de moda, fotografia experimental, cor e atmosfera e imagens destinadas a trabalhos de composição.
Dependendo da categoria, a organização solicita séries que podem variar de seis a 16 fotografias.

Mais do que ter uma foto usada em um concurso
Para o fotógrafo selecionado, o interessante está na colaboração.
As imagens passam pelas mãos de diferentes retocadores, potencialmente de vários países e com abordagens bastante distintas. Os fotógrafos recebem crédito, podem utilizar os tratamentos finais em seus portfólios e ainda participam como jurados especiais de suas próprias séries, escolhendo a interpretação que mais se aproxima da visão original do trabalho.
Isso transforma a iniciativa em algo diferente de uma competição fotográfica tradicional.
A fotografia não está sendo julgada isoladamente. Ela passa a funcionar como ponto de partida para uma discussão sobre linguagem, acabamento, interpretação e autoria.
Uma oportunidade internacional acessível também a brasileiros
O Retoucher of the Year reúne participantes de dezenas de países e a própria organização apresenta o projeto como uma competição global.
Para fotógrafos brasileiros, a chamada pode ser especialmente interessante para quem trabalha com moda, beleza, publicidade, produto e fotografia autoral com forte componente de pós-produção.
Não existe garantia de seleção, naturalmente. Mas chamadas desse tipo mostram uma mudança importante na maneira de pensar oportunidades profissionais na fotografia.
Nem toda oportunidade precisa significar prêmio em dinheiro ou contratação imediata.
Algumas podem gerar novas imagens para portfólio, conexões profissionais, visibilidade fora do mercado local ou simplesmente colocar um trabalho diante de pessoas que dificilmente teriam contato com ele de outra forma.
As inscrições para fotógrafos ficam abertas até 6 de setembro de 2026.
Oportunidades como essa também levantam uma questão importante: participar de quê, mostrar qual trabalho e usar essas experiências para construir qual posicionamento?
Nem toda chamada, concurso ou colaboração faz sentido para todo fotógrafo. O valor está em saber reconhecer o que aproxima você do mercado que quer ocupar.
Esse será um dos pontos trabalhados no Mapa R.U.M.O. Presencial, no dia 1º de setembro, em São Paulo. Durante um dia inteiro, vamos olhar para posicionamento, oferta, preço, valor percebido e próximos movimentos do negócio, incluindo como escolher melhor onde investir tempo, dinheiro e energia.
O encontro terá apenas 10 a 12 participantes e inclui também uma leitura individual do Mapa R.U.M.O.



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