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Reflx Lab lança filme Diablo 100 e transforma o redscale em linguagem extrema

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Novo filme experimental de 35mm desloca as cores para tons intensos de vermelho, laranja e amarelo, reforçando o interesse por processos analógicos menos previsíveis.



A Reflx Lab lançou um novo filme colorido experimental que parece feito para quem não procura fidelidade, mas ruptura.


O Diablo 100 é um filme redscale de 35mm que desloca a imagem para tons intensos de vermelho, laranja e amarelo. O resultado é uma fotografia de aparência quente, dramática e instável, distante da neutralidade esperada de um filme colorido convencional.


A base do Diablo 100 é o Lucky C200, mas carregado de forma invertida. Na prática, a luz passa primeiro pela base transparente do filme antes de alcançar a emulsão sensível. Essa inversão altera a forma como as cores são registradas e produz o efeito característico do redscale: imagens dominadas por vermelhos, laranjas e amarelos, muitas vezes com aparência de paisagem queimada, sonho febril ou fim de mundo.



O lançamento não aparece isolado. Nos últimos anos, fabricantes e marcas independentes têm explorado filmes experimentais como resposta a um mercado dividido entre a precisão digital e o desejo por imagens menos controladas. Em 2025, a Harman Technology lançou o Harman Red 125, também baseado na lógica redscale. A proposta era parecida: transformar a limitação técnica em linguagem visual.


Fotos:  Reflx Lab
Fotos:  Reflx Lab

A diferença é que a Reflx Lab chega com uma apresentação mais agressiva. O nome Diablo 100 já aponta para uma estética de excesso. Não se trata de um filme para todas as cenas, nem para todos os fotógrafos. Ele exige escolha de luz, exposição e assunto. Em algumas situações, o efeito pode parecer pesado demais. Em outras, pode produzir justamente o tipo de imagem que seria difícil justificar em um fluxo digital comum.






A fotógrafa Frankie Beena testou o filme em situações reais e destacou essa dificuldade: como outros redscale, o Diablo 100 pode ser desafiador, mas encontra força quando a cena certa aparece. Essa talvez seja a melhor forma de entender esse tipo de material. Ele não resolve a fotografia. Ele impõe uma condição.


Esse ponto é importante para fotógrafos que acompanham a volta do analógico. A demanda por filmes experimentais não está ligada apenas à saudade do grão, da câmera mecânica ou do laboratório. Ela também conversa com uma saturação de imagens tecnicamente corretas. Em um ambiente visual cada vez mais limpo, editável e previsível, materiais como o Diablo 100 oferecem uma imagem que nasce com desvio.


O fotógrafo não controla tudo. A película interfere, a luz muda o resultado, a exposição altera a intensidade da cor e a cena precisa conversar com a estética do filme. Isso pode frustrar quem busca consistência absoluta. Mas pode interessar a quem vê no analógico uma forma de trabalhar com atrito.


O Diablo 100 está disponível em rolos de 35mm com 36 poses, por US$ 11,99. Por enquanto, aparece como um produto de nicho, mais voltado a fotógrafos interessados em experimentação do que a quem procura um filme colorido de uso geral.


A novidade reforça uma tendência curiosa: enquanto a inteligência artificial avança oferecendo controle total sobre a imagem, parte da fotografia segue na direção oposta, procurando processos que aceitam falha, surpresa e contaminação visual.


O redscale não tenta competir com a limpeza digital. Ele oferece outra coisa: uma imagem menos obediente. REFLX LAB DIABLO 100 RED SCALE FILM – Reflx Lab


Na Fotograf.IA Essencial, a gente acompanha esses movimentos da fotografia para além do equipamento: novos processos, mudanças de linguagem, inteligência artificial, mercado e formas de criar valor com imagem.

Se você quer entender melhor para onde a fotografia está indo, a comunidade é o lugar para continuar essa conversa.



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