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Quatro movimentos na fotografia móvel: sensor externo, ARRI, autenticidade e tons de pele

há 7 horas
3 min de leitura

Huawei, Honor, Apple e Tecno apresentaram abordagens diferentes para ampliar o que a câmera do smartphone consegue fazer: da óptica e vídeo profissional à verificação da captura e reprodução de pele.



Quatro notícias recentes ajudam a mostrar onde fabricantes de smartphones estão investindo quando o assunto é imagem. Não existe uma única direção: há empresas aumentando fisicamente o sistema óptico, outras aproximando o celular do cinema profissional, trabalhando na autenticação de fotografias ou tentando melhorar a representação de diferentes tons de pele.


Huawei cria um módulo com sensor de 1 polegada e zoom óptico de 10x



A Huawei mostrou o Ruiying Z10, acessório desenvolvido para modelos específicos da nova linha Mate 90. Apesar de ser apresentado como teleconverter, o módulo funciona como uma câmera independente: possui sensor CMOS de uma polegada próprio e zoom óptico contínuo equivalente a aproximadamente 24–240 mm, com abertura entre f/2 e f/4,5.


Isso significa que o aparelho não está simplesmente ampliando digitalmente a imagem produzida pelo smartphone. O acessório acrescenta outro sensor e outro conjunto óptico ao sistema.


É uma solução curiosa justamente porque recupera uma lógica conhecida das câmeras convencionais: ampliar capacidade fotográfica acrescentando hardware.


Honor leva ARRI, LogC3 e acessórios de cinema ao Magic9 Pro Max


O Honor Magic9 Pro Max, lançado na China em 28 de setembro, segue outra direção. O smartphone traz um fluxo de vídeo desenvolvido em parceria com a ARRI, incluindo gravação LogC3 em 10 bits, 14 looks ARRI e processamento dedicado por meio do chip Honor Imaging H1.





O aparelho também pode receber teleconversores que chegam ao equivalente a 500 mm e um kit produzido pela SmallRig com cage, empunhaduras e conexões para microfones e iluminação. O próprio design do módulo de câmeras faz referência às antigas Arriflex de três lentes.


Aqui, a aproximação com equipamento profissional aparece tanto no processamento de imagem quanto nos acessórios e no workflow de vídeo.


Apple cria um modo para verificar o que realmente chegou ao sensor



A Apple está trabalhando em outro problema: comprovar que determinada fotografia nasceu de uma captura feita por uma câmera.


O Apple Reference Image, disponível nos modelos iPhone 18 Pro, é um modo opcional que registra e assina criptograficamente os dados do sensor no momento da captura. A Apple também usa timestamps seguros e sua infraestrutura Private Cloud Compute para gerar uma imagem de referência verificável.



A proposta não é impedir edição. É possibilitar a comparação entre uma imagem posteriormente publicada ou editada e um registro verificável daquilo que o sensor originalmente capturou.


A própria Apple relaciona o desenvolvimento à dificuldade crescente de distinguir fotografias de imagens produzidas ou profundamente alteradas por IA.


Tecno transforma reprodução de tons de pele em projeto fotográfico



O quarto caso está menos ligado a hardware.


A Tecno iniciou com a fotógrafa Angélica Dass o projeto 100 Portraits of Becoming. Serão cinco grupos de 20 retratos realizados em Quênia, Filipinas, Arábia Saudita, Turquia e Brasil usando smartphones da marca.



O projeto divulga a tecnologia Universal Tone, desenvolvida pela Tecno para melhorar a reprodução de diferentes tons de pele. Segundo a empresa, o sistema utiliza uma referência com 268 tons, além de dados de iluminação, temperatura de cor e contexto da cena para ajustar o processamento dos retratos.



Vale a ressalva: trata-se de um projeto realizado em parceria com a própria fabricante, e não de um teste independente que comprove superioridade do sistema. O interessante aqui é o problema que a marca escolheu colocar no centro da câmera: como o processamento computacional representa diferentes peles.


Quatro problemas diferentes


Os casos não significam que todos os smartphones seguirão o mesmo caminho.

Huawei está adicionando sensor e óptica. Honor aproxima o telefone de um sistema de produção de vídeo. Apple trabalha na procedência da fotografia. Tecno coloca reprodução de tons de pele no centro do processamento computacional.


Em comum, há apenas um dado concreto: a competição das câmeras móveis já não está limitada a megapixels ou quantidade de lentes. Óptica, workflow, autenticidade e processamento de cor estão entrando com mais força na disputa.


Essencial


No Essencial, acompanho movimentos como esses em fotografia, IA, equipamentos, negócios e tecnologia e procuro separar lançamento pontual de mudanças que merecem atenção de quem trabalha profissionalmente com imagem.


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