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Momento R.U.M.O. | Antes de perguntar onde encontrar clientes

11 de ago.
5 min de leitura

Uma pergunta recorrente entre fotógrafos revela uma preocupação real do mercado. Mas buscar mais clientes antes de definir posição, proposta de valor e direção comercial corre o risco de espalhar o mesmo problema por mais canais.



Hoje vi um fotógrafo brasileiro perguntar em uma rede social: “Quais formas vocês estão usando para prospectar clientes?”


Vieram respostas sobre relacionamento, redes sociais, portfólio premium e outras ações. Alguém comentou que essa provavelmente é uma das perguntas que estão na cabeça de todos os fotógrafos hoje.

Talvez seja mesmo.

A busca por clientes virou uma preocupação central para muitos profissionais. O comportamento de compra mudou, o alcance das plataformas oscila, a concorrência é grande e depender apenas das indicações que chegam espontaneamente deixa o fluxo de trabalho mais imprevisível.


A conversa sobre prospecção, porém, costuma começar pela parte operacional. Qual rede usar, onde anunciar, com quem fazer parceria, como melhorar o portfólio, se vale mandar mensagens ou investir em networking.


Tudo isso tem seu lugar. Só que existe uma etapa anterior.

Antes de escolher onde procurar clientes, é preciso definir o que você pretende levar ao mercado, para quem e por que alguém deveria escolher você.


Esse ponto se conecta diretamente ao primeiro Momento R.U.M.O. em vídeo, no qual falei sobre o espaço que uma marca ocupa na memória. Quando as pessoas não conseguem entender pelo que determinado fotógrafo deve ser lembrado, colocá-lo diante de mais gente dificilmente resolve o problema sozinho.



Prospecção começa antes do primeiro contato

Imagine um fotógrafo interessado em conquistar mais trabalhos de retrato corporativo. Ele decide investir no LinkedIn, procurar empresas da região ou buscar parcerias.

Mas qual retrato corporativo ele oferece?


Talvez trabalhe com executivos que precisam atualizar sua imagem profissional. Talvez ajude pequenos negócios a construir consistência visual para suas equipes. Outra possibilidade é ter um processo especialmente eficiente para pessoas que não se sentem confortáveis diante da câmera.


Cada escolha muda a mensagem, o portfólio, a abordagem, os parceiros mais interessantes e até o canal utilizado.


O mesmo vale para casamento, família, gastronomia, eventos, fotografia escolar ou qualquer outra área.


“Faço ensaios de família” descreve uma categoria de serviço. Ainda falta mostrar qual situação, desejo ou necessidade torna aquela experiência relevante e por que aquela família deveria procurar aquele profissional especificamente.


É nesse ponto que posicionamento e proposta de valor começam a orientar decisões comerciais de verdade.



Indicação continua importante, mas precisa de companhia

Muitos fotógrafos construíram negócios sólidos por indicação de clientes. Ela continua extremamente valiosa porque carrega confiança e frequentemente reduz a resistência de quem chega.


A vulnerabilidade aparece quando praticamente todo o fluxo comercial depende disso.

Nesse modelo, o fotógrafo espera que um cliente se lembre dele, encontre outra pessoa interessada naquele serviço e faça a recomendação no momento adequado.

Por isso, duas frentes precisam correr em paralelo.


Uma delas está na base já conquistada: cuidar da experiência, manter relacionamento, voltar a conversar com antigos clientes, criar novas ocasiões de compra e continuar presente na memória de quem conhece o trabalho.


A outra amplia o mercado: chegar a pessoas que ainda não conhecem o fotógrafo por meio de parceiros, conteúdo, busca, redes sociais, eventos, presença local, relacionamento profissional ou abordagem direta.


Receber muitas indicações é excelente. Ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade de gerar novas conversas deliberadamente dá ao negócio mais controle sobre sua entrada de oportunidades.



Estratégia precisa chegar à rua

Existe também o risco oposto: passar meses estudando posicionamento, propósito, público e proposta de valor sem colocar nada diante do mercado.

A estratégia precisa produzir movimento.


Um plano mínimo já consegue definir quem será abordado durante determinado período, qual oferta será apresentada, que argumento será usado, onde essas pessoas serão encontradas e quais sinais serão observados. Depois vem a ação.



Algumas pessoas respondem, outras ignoram. Certos argumentos despertam interesse. Algumas objeções se repetem. Um segmento reage melhor. Talvez a conversa chegue ao preço cedo demais ou o portfólio receba elogios sem gerar intenção comercial.

Tudo isso produz informação.


A prospecção também serve para descobrir se a proposta construída internamente continua fazendo sentido quando encontra pessoas reais.


Forma-se então um ciclo: posicionamento e proposta orientam a ação; a resposta do mercado traz informação; essa informação ajuda a ajustar oferta, comunicação, público e canais.



E se o problema estiver antes da prospecção?

Esse talvez seja o ponto cego mais importante.


Quando os trabalhos diminuem, a reação natural costuma ser aumentar o alcance: entrar em outra rede social, publicar mais, anunciar, fazer networking, buscar parceiros ou intensificar abordagens comerciais.


Só que prospecção amplia aquilo que já existe.


Se a proposta é relevante e bem definida, ela ajuda essa proposta a chegar a mais pessoas. Se o fotógrafo aparece de maneira muito semelhante a dezenas de concorrentes, a exposição adicional também leva essa semelhança para mais lugares.

Há casos em que muita gente vê o trabalho, mas quase ninguém encontra um motivo concreto para agir.


Em outros, o portfólio é excelente, mas a oferta é genérica. O posicionamento até existe, porém faltam provas que sustentem a promessa. A proposta parece interessante, mas fala com um público amplo demais. Também acontece de uma estratégia razoável ser abandonada depois de duas ou três tentativas porque ninguém definiu prazo, frequência ou critérios de avaliação.


Por isso, “como vocês estão prospectando clientes?” é uma pergunta importante, mas insuficiente sozinha.


Antes dela existem decisões sobre qual cliente conquistar, em que situação ele percebe valor naquele trabalho, que proposta merece sua atenção e quais elementos da trajetória, experiência, maneira de trabalhar, repertório, processo e oferta formam uma posição forte no mercado.


Isso não exige inventar algo que nenhum fotógrafo do planeta tenha feito.

Na maioria das vezes, a diferenciação aparece na combinação específica entre aquilo que o profissional faz bem, aquilo que determinado cliente valoriza e a maneira como essa proposta chega ao mercado.


Quando essa combinação ganha forma, portfólio, comunicação, preço, canais e prospecção começam a trabalhar na mesma direção.


Onde entra o Mapa R.U.M.O.

É justamente esse o trabalho que fazemos no Mapa R.U.M.O.

Eu analiso seu negócio, trajetória, trabalho, clientes, oferta, comunicação, posicionamento e percepção de valor para identificar o que realmente pode sustentar uma posição mais forte no mercado e qual proposta de valor faz sentido para você levar adiante.


O processo ajuda a encontrar pontos que muitas vezes ficam difíceis de enxergar quando você está dentro do próprio negócio e transforma essa leitura em decisões práticas sobre oferta, comunicação, preço e próximos movimentos comerciais.


Se você está prospectando mais, publicando mais, testando novas redes ou procurando outros canais e ainda tem dificuldade para responder por que o mercado deveria escolher você, talvez seja hora de trabalhar a etapa que vem antes da próxima tática.


Conheça o Mapa R.U.M.O. e descubra o que realmente pode sustentar seu posicionamento, sua proposta de valor e os próximos movimentos do seu negócio.


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