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Momento Rumo - Preço alto não é posicionamento. É aposta.

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

A maioria não precifica. Chuta.

rashid/Unsplash



Existe uma crença confortável no mercado fotográfico. A de que cobrar caro prova valor.


Não prova.


Sem base construída, preço alto só aumenta a rejeição. Não comunica autoridade. Comunica risco.


O cliente não avalia preço no vazio. Ele compara. Procura referência. Tenta entender onde aquilo se encaixa.


Quando não encontra, trava.


É o que Priceless, do William Poundstone, escancara. Sem âncora, o preço vira desconforto. E desconforto não converte.


O fotógrafo acha que está se valorizando. O cliente sente que está entrando numa aposta.


E aposta, hoje, quase sempre perde para o que parece mais previsível.


Do outro lado existe outra simplificação. A de que cobrar barato destrói o negócio.


Nem sempre.


Tem operação funcionando com ticket mais baixo, volume alto, estrutura enxuta e clientela fiel. Não porque descobriu um truque. Porque encontrou consistência.


Preço não corrige modelo ruim. E não destrói modelo bom.


O problema raramente está no número isolado.


Está na ausência de critério. Preço definido no improviso. Ajustado no susto. Mudando conforme o medo.


Nesse cenário, muita gente tenta ficar no meio. Nem caro, nem barato.


É exatamente onde mais gente fica espremida.


Kotler já provocava isso. O mercado puxa para extremos. Ou você é percebido como acessível, ou como diferenciado. O que fica no meio precisa se explicar demais. E quem precisa se explicar demais perde força.


A maioria dos fotógrafos não está cara nem barata. Está indefinida.


E preço indefinido vira ruído.


O resto é consequência. Orçamento que não fecha. Cliente que some. Ajustes constantes. Sensação de rodar sem sair do lugar.


Antes de discutir preço, o básico ainda não foi resolvido.


Onde está jogando. Para quem está servindo. Como o dinheiro entra. E o que torna o trabalho menos substituível.


Sem isso, preço é tentativa.


O Mapa R.U.M.O. organiza o que vem antes. Quando isso encaixa, cobrar mais ou menos deixa de ser discurso. Vira escolha.

Em abril estou abrindo uma agenda restrita de Leitura R.U.M.O. com conversa individual. Se fizer sentido para o seu momento, os detalhes estão aqui: Leitura estratégica para fotógrafos: como tomar decisões com precisão no negócio


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