Momento R.U.M.O. - O parceiro "errado" pode ser o mais estratégico
- há 2 dias
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A colaboração entre The Met e BAND-AID mostra que algumas parcerias só parecem estranhas quando se olha apenas para o setor

O Metropolitan Museum of Art e a BAND-AID lançaram uma coleção de curativos com detalhes de obras de Monet, Van Gogh e Odilon Redon. A ideia parece improvável: um dos museus mais importantes do mundo se juntando a uma marca de curativos adesivos.
Mas a parceria funciona porque as duas marcas se encontram em um ponto menos óbvio. O museu preserva. O curativo protege. Um cuida da memória cultural. O outro cuida do corpo. A conexão não está no produto. Está no território simbólico do cuidado.

Essa lógica interessa muito mais ao fotógrafo do que parece.
Quando um fotógrafo pensa em parceria, normalmente olha para o mesmo círculo de sempre. Fotógrafo de casamento procura cerimonialista, maquiador, decorador, buffet, loja de vestido. Fotógrafo de newborn procura loja de bebê. Fotógrafo de retrato corporativo procura agência ou consultor de imagem.
Nada disso está errado. O problema é que esses caminhos já estão saturados. Todo mundo procura os mesmos parceiros, oferece a mesma troca de divulgação e espera a mesma indicação que raramente vem.
A parceria mais interessante pode estar um pouco fora do caminho óbvio.
Um fotógrafo de casamento pode fazer sentido para uma clínica odontológica de alto padrão, porque muita gente cuida do sorriso antes de ser fotografada. Um fotógrafo de gestantes e newborn pode ter mais conexão com uma doula, uma consultora de amamentação ou uma fisioterapeuta pélvica do que com uma loja infantil. Um fotógrafo de retratos profissionais pode encontrar bons clientes em coworkings, escolas de negócios, eventos de liderança ou escritórios que atendem empreendedores.
O ponto não é inventar parceria exótica para chamar atenção. É entender em que momento da vida do cliente a fotografia se torna importante.
A partir daí, a pergunta muda.
Não é só “quem trabalha no mesmo mercado que eu?”. É “quem já está perto do meu cliente quando ele começa a sentir a necessidade de imagem?”.
Essa diferença é grande.
O parceiro certo pode não vender fotografia, nem falar de fotografia, nem frequentar eventos de fotografia. Mas pode estar presente antes da decisão de compra. Pode ter a confiança de um público que você quer alcançar. Pode atender a mesma transição, o mesmo desejo, a mesma insegurança ou a mesma mudança de fase.
A BAND-AID não foi procurar outra marca de saúde. O Met não ficou restrito ao circuito cultural. A parceria funcionou porque alguém enxergou uma ponte entre mundos diferentes. E na minha visão a parceria também quis dizer: só a arte cura.
Na fotografia, talvez falte exatamente isso. Menos busca por parceiros óbvios. Mais leitura de contexto.
O Mapa R.U.M.O. existe para esse tipo de leitura: observar onde o negócio está sendo percebido, onde o valor aparece pouco e quais caminhos podem abrir novas oportunidades de posicionamento, oferta e parceria.
Até 29/5, o Mapa R.U.M.O. ainda está no valor atual de R$247. Depois, passa para R$497. Saiba mais aqui: Mapa R.U.M.O. com AURA: últimos dias pelo valor atual
Se você sente que está procurando clientes sempre nos mesmos lugares, talvez o problema não seja só divulgação. Talvez seja o mapa que precise ser revisto.



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