top of page

A PEN voltou. E a OM System aposta na vontade de fotografar

há 15 horas
2 min de leitura

Nova câmera recupera uma linhagem histórica com visor eletrônico, corpo compacto, perfis de cor e proteção contra respingos. A tecnologia não é revolucionária e talvez essa seja justamente a parte mais interessante.



A OM System trouxe a PEN de volta. A nova mirrorless Micro Four Thirds combina sensor de 20,4 megapixels, estabilização de cinco eixos, visor eletrônico integrado, autofoco por detecção de fase e um corpo de 393 gramas com bateria e cartão. É também a primeira PEN com construção resistente a poeira e respingos com classificação IPX1.


O nome carrega história. A família PEN surgiu ainda na era da Olympus e ganhou várias interpretações ao longo das décadas. A câmera apresentada agora é a primeira da série lançada com a marca OM System. Apesar da aparência, ela não é uma sucessora direta da PEN-F de 2016. O DPReview a descreve como uma câmera mais próxima da proposta da E-P7, incorporando algumas ideias da PEN-F.


Isso ajuda a entender a proposta. O sensor de 20,4 MP e o processador TruePic IX não inauguram uma nova geração tecnológica. O visor OLED tem 2,36 milhões de pontos e o vídeo chega a 4K/30p. A câmera oferece disparos de até 30 fps, mas nessa velocidade foco e exposição ficam travados no primeiro quadro. O preço anunciado para o corpo nos Estados Unidos é de US$ 999,99.


A novidade mais interessante aparece em outro lugar.


A PEN ganhou controles dedicados para perfis de cor e preto e branco. É possível ajustar individualmente 12 cores, criar configurações próprias e trabalhar com grão, filtros, tonalidades, sombras e altas luzes nos modos monocromáticos. O aplicativo OI.Share também ganhou uma biblioteca de perfis que permite levar configurações para a câmera. A proposta favorece quem quer chegar mais perto de uma imagem final ainda durante a captura.



Ela também incorpora recursos computacionais já presentes em outras câmeras da OM System, como Live ND, High Res Shot, focus stacking, HDR e múltipla exposição. Há um botão específico para acessar essas funções. O resultado é uma câmera pequena que tenta concentrar recursos fotográficos sem assumir o formato de um equipamento profissional grande.




Esse retorno merece atenção porque acontece em um mercado no qual compactas e câmeras com personalidade voltaram a despertar interesse. A PEN não tenta vencer pelo número de megapixels. Seu principal argumento está no conjunto: tamanho reduzido, visor, controles físicos, perfis de imagem, lentes intercambiáveis e uma experiência de uso deliberadamente diferente da fotografia feita pelo celular.


Isso não elimina as concessões. Há tecnologia conhecida dentro do corpo, o cartão continua limitado a UHS-I e a conexão USB-C trabalha em USB 2.0. Por US$ 999,99, haverá concorrentes tecnicamente mais avançadas em alguns aspectos.


Mas a escolha da OM System diz algo interessante sobre o mercado de 2026. Depois de anos em que fabricantes venderam principalmente resolução, velocidade e desempenho, existe novamente espaço para vender uma câmera pelo prazer de carregá-la e fotografar com ela.


A nova PEN talvez seja mais significativa por isso do que por qualquer item isolado de sua ficha técnica.


Essencial


No Essencial, acompanho movimentos como esse olhando além do lançamento: o que muda no mercado, no comportamento do consumidor e no trabalho de quem vive de imagem. Conteúdos, análises e curadorias para fotógrafos que querem entender para onde a fotografia está caminhando.


Comentários


CONTATO

São Paulo, SP

  • Canal de Notícias no Insta
  • Telegram
  • logo-whatsapp-fundo-transparente-icon
  • Youtube
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Facebook

© 2026 - Leo Saldanha. 

bottom of page