Um hotel de luxo colocou fotógrafos dentro da experiência. A oportunidade vai muito além de fazer fotos
No Ritz-Carlton Masai Mara, hóspedes recebem câmeras Canon, orientação e edição com fotógrafos residentes. O case mostra como a fotografia pode virar parte do produto de hotéis, resorts e experiências.

MOMENTO R.U.M.O.
O The Ritz-Carlton, Masai Mara Safari Camp criou um Photography Studio dentro da experiência oferecida aos hóspedes.
O espaço conta com equipamentos profissionais da Canon e três fotógrafos de vida selvagem residentes, certificados pela marca. Antes dos safáris, eles ajudam os hóspedes com equipamentos e técnicas. Depois, participam da seleção e edição das fotografias, que são entregues em uma galeria digital privada.
O uso dos equipamentos e a orientação básica fazem parte da experiência de hospedagem. Quem quiser aprofundar pode contratar safáris fotográficos privados com os profissionais residentes.
Mais do que uma comodidade de um hotel de luxo, o modelo chama atenção pela forma como a fotografia foi incorporada à oferta.
O fotógrafo não aparece apenas para registrar a viagem. Ele passa a fazer parte da própria experiência do hóspede.
Quando a fotografia aumenta o valor de outro produto
Esse é o ponto mais interessante para quem vive de fotografia.
O Ritz-Carlton não está vendendo simplesmente um ensaio fotográfico. Está usando fotografia, equipamentos, conhecimento e acompanhamento profissional para aumentar o valor percebido da hospedagem e do safari.
Para fotógrafos que atuam com turismo, hotelaria e experiências, isso abre uma possibilidade maior do que oferecer cobertura ou produzir banco de imagens para o estabelecimento.
Um hotel pode oferecer photo walks para hóspedes. Uma pousada pode criar experiências fotográficas ligadas à natureza ou à cultura local. Resorts podem incluir workshops, retratos, impressão ou acompanhamento fotográfico em atividades específicas.
Em destinos de natureza, observação de aves, gastronomia ou aventura, o conhecimento do fotógrafo pode ser transformado em parte da experiência oferecida ao cliente.
O produto deixa de ser apenas a fotografia pronta.
Pode ser também acesso, orientação, repertório, aprendizado e experiência.
Talvez o produto do fotógrafo não precise ser a fotografia
O case do Ritz-Carlton ajuda a enxergar uma mudança importante de perspectiva.
Fotógrafos normalmente procuram clientes que precisam de fotografias. Mas também podem procurar empresas que precisam tornar seus próprios produtos e experiências mais valiosos.
Nesse cenário, o fotógrafo não vende apenas imagens.
Ele ajuda a desenhar uma oferta.
E talvez existam oportunidades de negócio justamente aí: não em fotografar mais, mas em encontrar novas maneiras de transformar aquilo que o fotógrafo já sabe fazer em algo pelo qual outras empresas e seus clientes estejam dispostos a pagar.
O Mapa R.U.M.O. parte justamente desse tipo de pergunta: olhar para o que você já faz, o que o mercado percebe e quais novas possibilidades de oferta podem existir a partir disso.
Conheça o Mapa R.U.M.O. e faça uma leitura estratégica do seu trabalho, posicionamento e próximas oportunidades.



Comentários