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Quanto mais a IA faz, mais importa saber escolher

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Ao continuar testando o Narrative, percebi que seu ganho mais interessante talvez não esteja apenas na velocidade, mas no tempo e na atenção que devolve ao fotógrafo para aquilo que continua exigindo julgamento.


Existe uma parte pouco glamourosa em quase todo trabalho fotográfico. O ensaio termina, o evento acaba, mas o fotógrafo ainda precisa atravessar centenas ou milhares de imagens, comparar sequências, conferir questões técnicas e eliminar pequenas variações até chegar às fotografias que realmente merecem atenção.


Foi durante meu teste com o Narrative que comecei a pensar que talvez este seja um dos usos mais interessantes da inteligência artificial na fotografia profissional: não necessariamente fazer escolhas pelo fotógrafo, mas reduzir o trabalho necessário para chegar às escolhas que realmente importam.

A ferramenta analisa, organiza e classifica o material, ajudando a percorrer grandes volumes de imagens. A própria Narrative posiciona a tecnologia dessa maneira: a IA auxilia no processo, enquanto julgamento e autoria permanecem com o fotógrafo.

Essa distinção importa porque nem toda decisão tem o mesmo peso.


Identificar fotografias muito semelhantes ou perceber determinados problemas técnicos pode ser um trabalho relativamente mecânico. Decidir que uma imagem ligeiramente imperfeita contém o gesto, a atmosfera ou a expressão que melhor representa uma situação envolve outra camada de julgamento.


E é aqui que entra uma palavra que aparece cada vez mais nas discussões sobre criatividade na era da IA: gosto.


Quando produzir fica mais fácil, escolher ganha valor

Ferramentas generativas já conseguem produzir imagens tecnicamente impressionantes. Sistemas de edição, seleção e organização também avançam rapidamente. Quanto mais essas capacidades se tornam acessíveis, menos raro é simplesmente produzir alguma coisa.

Isso desloca parte do valor para a capacidade de escolher.


Gosto, nesse contexto, não significa apenas preferência estética. É repertório acumulado, contexto, intenção e capacidade de reconhecer por que uma imagem merece permanecer enquanto outra, tecnicamente impecável, pode não dizer muita coisa.


Isso também não significa que gosto seja algum território humano intocável. Algoritmos já conseguem aprender preferências e reconhecer padrões estéticos. A diferença é que o fotógrafo continua responsável pela seleção que apresenta ao cliente e, no longo prazo, pelas escolhas que passam a definir seu próprio trabalho.


Foi justamente essa relação entre automação e controle que achei mais interessante no Narrative.



O ganho de tempo vem depois

Quase toda ferramenta de produtividade promete velocidade. A própria Narrative reconhece em seu material para colaboradores que velocidade, sozinha, já não é uma diferenciação suficiente e coloca maior ênfase no controle do fotógrafo sobre a seleção.


Para quem trabalha profissionalmente com fotografia, algumas horas economizadas podem significar entregar antes, editar melhor, atender clientes, prospectar trabalho ou simplesmente não transformar toda sessão em mais uma noite diante do computador.



Mas há um ganho menos mensurável: chegar às decisões importantes com menos fadiga.

Depois de centenas de comparações muito parecidas, atenção também se desgasta. Tirar parte desse trabalho repetitivo do caminho pode preservar energia justamente para as fotografias em que experiência e julgamento fazem diferença.


É por isso que não me interessa particularmente a ideia de uma IA que simplesmente escolha as “melhores fotos” e entregue o resultado pronto. Uma boa fotografia nem sempre é a mais nítida, equilibrada ou tecnicamente correta de uma sequência.

Às vezes é justamente a imagem estranha que funciona.


A Narrative constrói seu posicionamento em torno dessa mesma ideia: o software recomenda e organiza, mas a decisão permanece com o fotógrafo.



Depois do primeiro teste

No meu primeiro teste do Narrative Select, mostrei com mais detalhes como a ferramenta se comportou diante de uma seleção real.


Continuando a usar a plataforma, porém, essa questão passou a me interessar mais do que qualquer função isolada.


Se a inteligência artificial vai ocupar cada vez mais espaço no fluxo fotográfico, talvez uma boa pergunta não seja apenas quanto ela consegue fazer por nós, mas onde queremos continuar decidindo nós mesmos.


Quanto mais barato e rápido fica produzir, organizar e processar imagens, mais importante pode se tornar aquilo que escolhemos manter, mostrar e assinar.



Para quem quiser experimentar

Faço parte do Narrative Ambassador Crew e acompanho a plataforma mais de perto. Este artigo contém meu link de afiliado, mas as opiniões apresentadas aqui refletem minha experiência com a ferramenta.


Quem quiser experimentar o Narrative Select pode usar meu link. A inscrição por ele oferece 10% de desconto, e eu posso receber uma comissão pela indicação, sem custo adicional para quem utiliza o link.



A IA pode escolher as melhores fotos pelo fotógrafo?


Ferramentas como o Narrative Select podem analisar, organizar e classificar grandes volumes de imagens, mas a seleção final continua dependendo do contexto, do gosto e do julgamento do fotógrafo.


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