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Kodak relança filmes Ektapan e Ektacolor Pro com nova identidade e reforça retomada do analógico

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Nova linha chega em 35mm e 120 com proposta clássica e sinaliza momento positivo da marca no mercado global



A Kodak anunciou o relançamento dos filmes Ektapan e Ektacolor Pro sob sua própria marca, consolidando o movimento de reintegração de produtos anteriormente ligados à Kodak Alaris. A nova linha chega em formatos 35mm e 120 e reforça a estratégia da empresa de retomar protagonismo no segmento analógico, em um momento de recuperação financeira após resultados positivos no último trimestre de 2025.


O Ektapan marca o retorno de uma proposta clássica em preto e branco, com foco em contraste acentuado, nitidez e estética mais dramática. Disponível em ISO 100, 400 e 3200, o filme atende tanto a uma abordagem mais técnica quanto a uma linguagem autoral que historicamente mantém relevância no meio artístico.


Já o Ektacolor Pro aposta na reprodução de cores vibrantes e consistentes, com opções em ISO 160, 400 e 800. A Kodak destaca avanços em precisão cromática e definição de imagem, apoiados em tecnologias de pigmentação mais refinadas. Na prática, trata-se de um produto voltado para quem busca qualidade previsível em diferentes condições de luz, mantendo a estética característica do filme.


Uma fotografia de amostra do Ektapan 100. (Fotografia cortesia da Kodak)
Uma fotografia de amostra do Ektapan 100. (Fotografia cortesia da Kodak)

Os preços seguem dentro do padrão atual do mercado internacional, com valores a partir de cerca de 12 dólares para o Ektapan e 17 dólares para o Ektacolor Pro, reforçando o posicionamento premium do analógico nos dias atuais.


O relançamento acontece em um cenário que combina dois movimentos aparentemente opostos. De um lado, a fotografia digital e a inteligência artificial avançam com velocidade e reduzem barreiras técnicas. De outro, o filme mantém uma base sólida e até crescente de interesse, especialmente entre fotógrafos que buscam diferenciação estética e processo mais intencional.


Não se trata de nostalgia pura. O analógico deixou de ser padrão e passou a ocupar um espaço mais estratégico. Quem escolhe fotografar com filme hoje está, em grande parte, fazendo uma escolha de linguagem e posicionamento.


Uma fotografia de amostra do Ektacolor Pro 400. (Fotografia cortesia da Kodak)
Uma fotografia de amostra do Ektacolor Pro 400. (Fotografia cortesia da Kodak)

Para a Kodak, a decisão de fortalecer a linha de filmes sob sua própria marca indica uma leitura clara de mercado. Existe demanda. Menor, mais nichada, mas disposta a pagar mais por experiência, processo e resultado.


Para fotógrafos, o movimento reforça um ponto que atravessa todo o mercado atual. As ferramentas estão se multiplicando, mas o valor está cada vez mais na decisão de uso. Escolher entre filme, digital ou IA deixou de ser uma questão técnica. É uma escolha de direção.


E é justamente essa visão que tende a separar quem apenas acompanha as mudanças de quem consegue construir um posicionamento consistente dentro delas.


Se essa leitura fez sentido, o próximo passo não é consumir mais conteúdo. É organizar o seu próprio cenário.

O Mapa R.U.M.O. foi construído para isso. E em abril estou abrindo uma agenda restrita de Leitura R.U.M.O. com conversa individual para quem quer ir além do material. Os detalhes estão aqui: Leitura estratégica para fotógrafos: como tomar decisões com precisão no negócio

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