Kodak relança filmes Ektapan e Ektacolor Pro com nova identidade e reforça retomada do analógico
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Atualizado: há 2 dias
Nova linha chega em 35mm e 120 com proposta clássica e sinaliza momento positivo da marca no mercado global

A Kodak anunciou o relançamento dos filmes Ektapan e Ektacolor Pro sob sua própria marca, consolidando o movimento de reintegração de produtos anteriormente ligados à Kodak Alaris. A nova linha chega em formatos 35mm e 120 e reforça a estratégia da empresa de retomar protagonismo no segmento analógico, em um momento de recuperação financeira após resultados positivos no último trimestre de 2025.
O Ektapan marca o retorno de uma proposta clássica em preto e branco, com foco em contraste acentuado, nitidez e estética mais dramática. Disponível em ISO 100, 400 e 3200, o filme atende tanto a uma abordagem mais técnica quanto a uma linguagem autoral que historicamente mantém relevância no meio artístico.
Já o Ektacolor Pro aposta na reprodução de cores vibrantes e consistentes, com opções em ISO 160, 400 e 800. A Kodak destaca avanços em precisão cromática e definição de imagem, apoiados em tecnologias de pigmentação mais refinadas. Na prática, trata-se de um produto voltado para quem busca qualidade previsível em diferentes condições de luz, mantendo a estética característica do filme.

Os preços seguem dentro do padrão atual do mercado internacional, com valores a partir de cerca de 12 dólares para o Ektapan e 17 dólares para o Ektacolor Pro, reforçando o posicionamento premium do analógico nos dias atuais.
O relançamento acontece em um cenário que combina dois movimentos aparentemente opostos. De um lado, a fotografia digital e a inteligência artificial avançam com velocidade e reduzem barreiras técnicas. De outro, o filme mantém uma base sólida e até crescente de interesse, especialmente entre fotógrafos que buscam diferenciação estética e processo mais intencional.
Não se trata de nostalgia pura. O analógico deixou de ser padrão e passou a ocupar um espaço mais estratégico. Quem escolhe fotografar com filme hoje está, em grande parte, fazendo uma escolha de linguagem e posicionamento.

Para a Kodak, a decisão de fortalecer a linha de filmes sob sua própria marca indica uma leitura clara de mercado. Existe demanda. Menor, mais nichada, mas disposta a pagar mais por experiência, processo e resultado.
Para fotógrafos, o movimento reforça um ponto que atravessa todo o mercado atual. As ferramentas estão se multiplicando, mas o valor está cada vez mais na decisão de uso. Escolher entre filme, digital ou IA deixou de ser uma questão técnica. É uma escolha de direção.
E é justamente essa visão que tende a separar quem apenas acompanha as mudanças de quem consegue construir um posicionamento consistente dentro delas.
Se essa leitura fez sentido, o próximo passo não é consumir mais conteúdo. É organizar o seu próprio cenário.
O Mapa R.U.M.O. foi construído para isso. E em abril estou abrindo uma agenda restrita de Leitura R.U.M.O. com conversa individual para quem quer ir além do material. Os detalhes estão aqui: Leitura estratégica para fotógrafos: como tomar decisões com precisão no negócio



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