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Primeiro Plano: A inteligência artificial venceu a média (e isso é uma ótima notícia)

Um estudo com 100 mil pessoas confirma: a mediocridade foi automatizada. Se o seu trabalho é apenas "bom", você tem um problema. Se é autoral, você tem um campo aberto.


Existe um desconforto global rondando o mercado criativo, e esta semana ele ganhou números. Um estudo massivo, testando mais de 100 mil pessoas, chegou a uma conclusão que muitos de nós já sentíamos na pele, mas evitávamos dizer em voz alta: a IA já é mais criativa que o ser humano médio.

Mas o dado traz um detalhe crucial: ela ainda perde (e perde feio) para os melhores talentos.


Logo, temos aí uma constatação: a tecnologia não veio para competir com o topo da pirâmide, mas para elevar o piso. Tudo o que é fórmula, repetição, repertório raso ou "nota 7" agora é feito por máquinas em segundos. O terreno da média, onde a maioria do mercado sempre operou confortavelmente, desapareceu.


A Fuga para o Equipamento

Talvez por isso, a nostalgia técnica esteja tão em alta. Outro destaque da semana é uma lista de câmeras de 2016 que continuam excelentes hoje.

Ler isso é quase terapêutico. Desmonta a narrativa de que estamos "ficando para trás" se não comprarmos o lançamento do mês. Algo que nos faz refletir que a maioria das nossas limitações atuais é de decisão, não de resolução. A obsessão por trocar de câmera muitas vezes é apenas insegurança sobre o próprio olhar. Ou simplesmente o bom e velho equipamentismo.


O Dilema da Identidade

Essa crise de identidade chega ao ponto de questionarmos nossas ferramentas mais básicas. Fotógrafos experientes estão se perguntando: "Seria loucura abandonar o Photoshop depois de 20 anos?".

Não é uma dúvida apenas quanto ao software. É sobre quem somos. Para muitos, a ferramenta virou muleta emocional. Outros assuntos abordados na edição Premium para membros Fotograf.IA+C.E.Foto: a Adobe já está transformando PDFs em podcasts e a Sony cogita sensores de 180 megapixels.


O Que Sobra?

O estudo da criatividade e o movimento do mercado apontam para a mesma direção: o mundo está separando quem opera ferramentas de quem toma decisões.

Podemos também concluir: a IA vence a média, mas ela não tem visão, não tem angústia e nem intenção. É aí que mora o seu valor em 2026.


Você está na média ou na (busca por) exceção e excelência?

Esta edição do Primeiro Plano Premium não quer prever o futuro, mas sim organizar o presente para não ser engolido pela automação da mediocridade.

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