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Frame IA: Lightroom abre olhos, Runway automatiza anúncios e Krea acelera a edição

há 5 dias
3 min de leitura

Três novidades mostram como a inteligência artificial está avançando sobre diferentes etapas do trabalho com imagem, da correção de retratos à produção de campanhas publicitárias



A inteligência artificial está entrando em atividades cada vez mais específicas da fotografia e da produção visual. Nas últimas semanas, Adobe, Krea e Runway apresentaram ferramentas que prometem reduzir o tempo de edição, automatizar campanhas publicitárias e até modificar expressões em retratos.


As novidades também levantam questões para fotógrafos e pequenos negócios que precisam decidir onde investir e quais serviços continuarão relevantes.


Lightroom agora abre olhos fechados em fotografias



Em 19 de outubro, a Adobe apresentou o Open Eyes para o Lightroom mobile. A ferramenta identifica pessoas fotografadas com os olhos fechados e permite gerar uma versão com os olhos abertos. Quando existem outras imagens da pessoa na biblioteca, elas podem servir como referência para preservar características como formato e cor.


A correção utiliza IA generativa e está disponível no aplicativo para dispositivos móveis. O PHLEARN testou o recurso e identificou diferenças na cor da íris e alterações nas sobrancelhas em algumas tentativas. Isso mostra que o resultado pode parecer convincente sem corresponder exatamente à aparência real da pessoa.


Para fotógrafos de eventos e retratos, a tecnologia pode recuperar imagens que seriam descartadas. Também exige atenção ao limite entre corrigir um problema técnico e modificar características do retratado.


Krea 3 quer transformar uma fotografia em várias peças comerciais



Apresentado em outubro, o Krea 3 é um modelo de edição de imagens desenvolvido para acelerar a produção visual. Segundo a empresa, ele realiza a maioria das edições em menos de oito segundos, em resolução 2K, ao custo anunciado de US$ 0,06 por imagem.

A proposta inclui alterar cenários e materiais mantendo a consistência de produtos, personagens e elementos como embalagens e logotipos.


Para quem fotografa produtos, moda ou publicidade, isso abre possibilidades de oferecer variações de uma imagem original sem repetir toda a produção. Também pode aumentar a pressão sobre prazos e preços, especialmente em trabalhos que dependem de múltiplas versões de uma mesma peça.


Os resultados divulgados são demonstrações da própria Krea e precisam ser avaliados em situações reais de produção.


Runway quer automatizar até a produção de anúncios



A Runway anunciou, em 30 de setembro, o Runway Ads, uma plataforma que conecta geração de imagens e vídeos às campanhas publicitárias.


O sistema utiliza materiais e orientações de uma marca para criar diferentes peças. As versões aprovadas podem ser publicadas no Meta, Google e TikTok. Depois, a ferramenta analisa o desempenho das campanhas e produz novas variações com base nos resultados.


Ainda em fase piloto com parceiros empresariais selecionados, o produto indica uma direção importante para o mercado publicitário: automatizar também a produção, a distribuição e a avaliação das imagens utilizadas nos anúncios.


Para fotógrafos e produtores visuais, o avanço pode representar tanto concorrência quanto oportunidades de oferecer direção criativa, produção original e supervisão de campanhas que utilizam IA.


O que essas mudanças significam para o fotógrafo?


Os três lançamentos atuam em etapas diferentes do mercado. O Lightroom modifica imagens capturadas, o Krea amplia as possibilidades de edição e a Runway tenta automatizar processos comerciais que dependem de conteúdo visual.


Isso não significa que todas essas ferramentas sejam necessárias para qualquer fotógrafo. Uma pessoa especializada em retratos de família tem necessidades diferentes das de um estúdio de publicidade, de um fotógrafo de produtos ou de quem trabalha com eventos.

Também existem limitações técnicas, custos e questões de confiança. O recente caso da Just Eat, que suspendeu um teste de imagens de alimentos geradas por IA depois de erros, é um exemplo de como a automação ainda exige supervisão.


A escolha das ferramentas precisa considerar o tipo de cliente, a operação do negócio, o orçamento disponível e os serviços que o profissional pretende desenvolver.


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