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Just Eat suspende teste com IA após imagens absurdas de comida em cardápios

há 7 horas
2 min de leitura

Plataforma pediu desculpas após publicar imagens incorretas de alimentos. Empresa também utiliza fotógrafos profissionais para produzir cardápios de restaurantes



A plataforma de delivery Just Eat suspendeu um teste de geração de imagens por inteligência artificial depois que clientes identificaram representações incorretas de alimentos nos cardápios de restaurantes. Um dos casos mais comentados mostrou bacon, ovos e salsichas flutuando em um copo de refrigerante.


O erro aconteceu na Irlanda do Norte. A ferramenta interpretou incorretamente o nome de um prato preparado com soda bread, pão tradicional da região, e produziu uma imagem associada a refrigerante. Outros estabelecimentos tiveram problemas semelhantes, incluindo batatas com temperos representadas de maneira incorreta e queijo cheddar transformado em uma espécie de molho.


A Just Eat utilizava IA para criar imagens de pratos de restaurantes que ainda não possuíam fotografias próprias. As imagens eram identificadas como geradas artificialmente dentro do aplicativo.


Após as reclamações, a empresa pediu desculpas, começou a retirar as imagens incorretas e interrompeu a expansão do teste para aperfeiçoar a ferramenta.


A empresa também trabalha com fotógrafos


Um detalhe importante aparece na resposta oficial da Just Eat. A companhia informou que trabalha com dezenas de milhares de pequenos restaurantes na produção de imagens e que parte desse trabalho envolve o financiamento de fotógrafos profissionais locais.


O teste com inteligência artificial procurava atender estabelecimentos que não tinham fotografias dos pratos. A empresa não anunciou o abandono da tecnologia, mas reconheceu que as imagens precisam representar corretamente os alimentos oferecidos aos consumidores.


O que o caso revela para a fotografia comercial


O episódio envolve uma questão importante para restaurantes e plataformas digitais: a fotografia de alimentos participa diretamente da apresentação do produto ao consumidor.


Uma imagem gerada por IA pode ter iluminação, composição e aparência convincentes sem corresponder à receita, aos ingredientes ou à apresentação do prato vendido. Identificar a imagem como artificial informa sua origem, mas não resolve necessariamente o problema da fidelidade ao produto.


Para fotógrafos de gastronomia, o caso ajuda a identificar serviços que continuam relevantes, incluindo produção de cardápios, atualização de imagens, padronização visual e adaptação de fotografias para aplicativos e canais comerciais.


A inteligência artificial pode participar da edição e da produção visual. O desafio comercial está em garantir que a imagem utilizada na venda represente aquilo que o cliente efetivamente receberá.


A decisão da Just Eat também mostra que as plataformas continuam procurando alternativas para reduzir os custos e ampliar a disponibilidade de imagens. A fotografia profissional permanece entre as soluções utilizadas pela empresa, mas enfrenta a concorrência crescente de ferramentas automatizadas.


Dia do R.U.M.O. | 28 de outubro

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