Fotografia, IA e memória: três sinais do mercado que merecem atenção
- Leo Saldanha

- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Como se posicionar em um mercado dividido entre a velocidade da IA e o valor da impressão

Conteúdo com apoio da Fotto (https://www.fotto.com.br) e da Alboom (https://www.alboompro.com).
Nos últimos dias, três movimentos diferentes chamaram a atenção de quem observa o mercado fotográfico com mais cuidado.
Plataformas de IA passaram a gerar retratos com estética de estúdios de shopping dos anos 80 e 90.
Marcas tradicionais reforçaram campanhas sobre o valor da fotografia impressa.
E softwares de automação divulgaram números mostrando semanas inteiras de tempo economizado com inteligência artificial.
À primeira vista, parecem assuntos desconectados. Não são.
Eles revelam uma mesma tensão: o tempo está acelerando, mas o valor está migrando para o que permanece.
A tecnologia está cada vez mais eficiente, mais rápida e mais invisível. A estética “perfeita” já não emociona. O mercado começa a buscar memória, presença e significado. Não por nostalgia gratuita, mas porque isso diferencia.
Ao mesmo tempo, a automação devolve algo precioso ao fotógrafo: tempo.
E aqui está o ponto cego:
Ganhar tempo não é, automaticamente, ganhar valor.
Se esse tempo extra vira apenas mais volume, mais entregas e preços mais baixos, o profissional não evolui.
Ele apenas acelera o próprio desgaste.
A pergunta estratégica deixou de ser técnica e passou a ser simbólica:
o que você faz com o tempo que a IA te devolve?
É aí que muitos negócios começam a se separar.
Entre quem opera fluxo.
E quem constrói experiências que duram.
Essa leitura completa, com exemplos de mercado, pontos cegos e decisões práticas, está na edição Premium de hoje do Primeiro Plano, onde analisamos esses movimentos sem fetiche tecnológico e com foco em negócio real.



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