O negócio por trás do suor: como a febre do esporte amador aqueceu o mercado da fotografia
- Leo Saldanha

- há 22 horas
- 2 min de leitura
Da transição de carreira à venda de fotos avulsas: entenda o fenômeno de Passo Fundo que une saúde, vaidade e empreendedorismo.

Nesta quinta-feira (8), Dia do Fotógrafo, uma matéria chamou a minha atenção não apenas pela data comemorativa, mas pela radiografia precisa de um novo comportamento de consumo.
A reportagem, veiculada em GZH Passo Fundo, disseca como a ascensão de modalidades como corrida de rua, padel e beach tennis criou um ecossistema lucrativo para profissionais da imagem.
A premissa é simples, mas poderosa: o exercício físico deixou de ser apenas uma questão de saúde para se tornar um ativo social. E onde há demanda por visibilidade, há oportunidade de negócio.
Plataformas viabilizando oportunidades
O texto destaca o caso de Diego Rech, 34 anos, que trocou a área de Tecnologia da Informação (TI) para viver de fotografia esportiva. O modelo de negócio foge do tradicional "contrato de cobertura de evento". Agora, a lógica é o varejo digital:
O fotógrafo vai ao local (seja um torneio de beach tennis ou um treino na Avenida Brasil);
Registra os atletas amadores em ação;
Sobe as imagens em uma plataforma de reconhecimento facial/numeral;
Vende a foto avulsa (entre R$ 12 e R$ 16) diretamente ao interessado.
Numa única manhã, segundo a matéria, é possível vender cerca de 110 fotos. É a democratização da foto profissional, antes restrita aos atletas de elite.

O Efeito "Post-Pandemia"
Dois fatores impulsionam essa engrenagem citada pelo Grupo Fotto Planalto Médio:
O boom da saúde: O aumento da prática esportiva pós-pandemia lotou as ciclovias e as arenas de areia.
A validação social: A frase "tá pago" só faz sentido se vier acompanhada da prova visual. A foto profissional valida o esforço do atleta amador nas redes sociais, gerando um ciclo de feedback positivo que incentiva tanto a prática do esporte quanto a compra da próxima foto.
Mercado promissor
O que vemos em Passo Fundo é um micro-cosmos de uma tendência global. Profissionais atentos, como os de Erechim, Lagoa Vermelha e Tapejara, perceberam que não vendem apenas "arquivos JPG", mas sim autoestima e registro de superação.
Para o mercado, fica a lição: entender para onde a atenção do público está indo (neste caso, para o bem-estar e o Instagram) é o primeiro passo para encontrar novos nichos de receita.
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