Documentário sobre Misan Harriman retrata ascensão de fotógrafo ligado a protestos antirracistas
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Documentário acompanha a trajetória do fotógrafo, cineasta e ativista britânico-nigeriano Misan Harriman, que ganhou projeção após registrar manifestações antirracistas e chega aos cinemas do Reino Unido e da Irlanda em 10 de julho.

Filme acompanha a trajetória do fotógrafo, cineasta e ativista britânico-nigeriano, que ganhou projeção internacional após registrar manifestações do Black Lives Matter. Produção chega aos cinemas do Reino Unido e da Irlanda em 10 de julho.
O documentário Shoot the People acompanha a trajetória de Misan Harriman, fotógrafo, cineasta e ativista britânico-nigeriano que ganhou projeção internacional a partir de imagens ligadas a manifestações antirracistas.
A produção, dirigida por Andy Mundy-Castle, apresenta Harriman como fotógrafo autodidata e acompanha sua atuação em movimentos sociais, incluindo registros relacionados ao Black Lives Matter e a protestos pró-Palestina. O filme também aborda sua indicação ao Oscar em 2024 pelo curta The After, estrelado por David Oyelowo.
Segundo crítica publicada por Peter Bradshaw no The Guardian, o documentário foi concluído antes da controvérsia ocorrida em maio, quando publicações de Harriman nas redes sociais passaram a ser criticadas por supostamente amplificar teorias conspiratórias antissionistas e por citar Susan Sontag em comentários relacionados aos resultados eleitorais do Reform UK.
A repercussão levou a manifestações públicas em sentidos opostos. Críticos acusaram Harriman de conduta inadequada, enquanto apoiadores afirmaram que ele era alvo de uma campanha de difamação. Em junho, Harriman anunciou que deixará a presidência do Southbank Centre no outono europeu de 2026. O Southbank Centre afirmou que a decisão de não buscar um novo mandato havia sido tomada em janeiro, antes da controvérsia pública.
No documentário, Harriman aparece falando sobre sua origem em uma família privilegiada e sobre sua passagem pelo mercado financeiro antes de se dedicar à fotografia. Sua mudança de carreira ganhou impulso quando uma imagem feita em uma manifestação antirracista viralizou após ser compartilhada por Martin Luther King III, filho de Martin Luther King Jr.
A crítica do Guardian descreve Harriman como um personagem articulado e talentoso, mas observa que o filme chega ao público em um momento em que sua imagem pública também é atravessada por debates recentes fora da tela. Bradshaw afirma que, se o documentário tivesse sido produzido depois da polêmica, Harriman talvez tivesse respondido diretamente às críticas.
Um dos trechos destacados na crítica é a homenagem de Harriman ao fotógrafo sul-africano Peter Magubane, conhecido por sua cobertura do apartheid na África do Sul. O documentário apresenta Magubane como uma referência importante para Harriman na relação entre fotografia, ativismo e registro histórico.
Shoot the People estreia nos cinemas do Reino Unido e da Irlanda em 10 de julho.
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