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DJI já vende mais câmeras do que as fabricantes japonesas tradicionais somadas

há 9 horas
2 min de leitura

Dados de 2025 mostram a expansão das câmeras portáteis, estabilizadas e conectadas e ajudam a explicar como o mercado de imagem está mudando.



A DJI vendeu 10,4 milhões de câmeras portáteis em 2025, segundo dados da IDC divulgados pela PetaPixel. No mesmo período, todas as fabricantes japonesas acompanhadas pela CIPA venderam, juntas, 9,44 milhões de câmeras digitais tradicionais.


A comparação exige contexto. A categoria analisada pela IDC inclui action cams, câmeras 360 e modelos com gimbal integrado. São produtos com preço, uso e público diferentes de mirrorless e DSLRs. As vendas das câmeras tradicionais também cresceram em 2025.


O dado mais relevante está na escala. O mercado global de handheld smart cameras chegou a 16,65 milhões de unidades no ano, avanço de 83% em relação a 2024. A Insta360 vendeu outros 3,4 milhões de dispositivos. Somadas, DJI e Insta360 chegaram a cerca de 13,8 milhões de unidades.


Isso amplia a própria definição de mercado de câmeras. Para uma parcela crescente dos consumidores, câmera significa um equipamento pequeno, estabilizado, conectado ao smartphone e preparado para produzir vídeo e conteúdo em movimento.


Essa mudança também interessa ao fotógrafo profissional. Ela influencia a expectativa de clientes, creators e empresas sobre velocidade, mobilidade e formato de produção audiovisual.



Em 2026, o mercado tradicional de câmeras vive um momento curioso. Os embarques continuam crescendo e as compactas voltaram a ganhar espaço, impulsionadas tanto pela procura de modelos premium quanto pelo interesse de públicos mais jovens em câmeras pequenas, experiência dedicada e estética retrô. Nos quatro primeiros meses do ano, os embarques globais de câmeras digitais cresceram quase 12% sobre 2025, com avanço especialmente forte dos modelos com lente fixa.


Ainda assim, trata-se de um mercado pequeno quando comparado ao smartphone. Mesmo em um ano de forte retração, a IDC projeta pouco mais de 1 bilhão de smartphones vendidos globalmente em 2026. A escala ajuda a colocar os números em perspectiva: câmeras dedicadas voltaram a crescer e algumas categorias estão em alta, mas é o telefone que continua sendo, de longe, a câmera mais distribuída do planeta.



É justamente nesse intervalo que DJI e Insta360 cresceram: produtos dedicados à imagem, mas construídos com características que o smartphone consolidou, como portabilidade, automação, conexão e compartilhamento rápido.


A disputa da imagem já não acontece apenas entre Canon, Nikon e Sony. Uma parte relevante do crescimento está em categorias que a indústria fotográfica tradicional, por muito tempo, tratou como periféricas.


No Essencial, acompanho esses movimentos de tecnologia, IA, comportamento e mercado com foco no impacto para fotógrafos e profissionais da imagem. Conheça o Essencial.

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