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No Dia Mundial da Fotografia, o Brasil celebra muito mais do que câmeras

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

De álbuns físicos à Amazônia, de Hércules Florence à fotografia com celular, ações espalhadas pelo país mostram uma fotografia que continua funcionando como memória, documento, arte, formação e experiência.



O Dia Mundial da Fotografia, celebrado nesta quarta-feira, 19 de agosto, está produzindo no Brasil um retrato interessante do próprio campo fotográfico.


As iniciativas que aparecem pelo país não falam apenas de câmeras ou de tecnologia. Juntas, mostram como a fotografia continua ocupando funções muito diferentes, mesmo 200 anos depois de suas primeiras experiências. Aqui estão só algumas delas, pois muitas outras exposições e iniciativa fotográficas ocorrem hoje pelo país.


No Ceará, o g1 foi atrás de pessoas que ainda mantêm álbuns e fotografias impressas em um cotidiano dominado por arquivos digitais. A pauta mostra que, diante da abundância de imagens nas telas, o objeto físico continua carregando um tipo particular de memória e permanência.


No Amazonas, fotógrafos que trabalham entre rios e comunidades registram transformações da Amazônia. Aqui, a imagem assume outra função: documento, memória do território e testemunho de mudanças ambientais e sociais.


Em Campinas, o 16º Festival Hércules Florence de Fotografia entra em sua última semana justamente durante as comemorações da data. O nome do festival recupera também uma contribuição brasileira fundamental para a história da fotografia: Hércules Florence realizou experiências fotográficas no interior paulista ainda na primeira metade do século XIX.



Florianópolis recebe uma mostra internacional dedicada aos 200 anos da fotografia, colocando a comemoração em contato com produções de diferentes origens e olhares.


Em São Paulo, o MIS acrescenta outra camada ao promover um workshop gratuito de fotografia com celular. É um bom lembrete de que aquilo que durante muito tempo exigiu equipamento especializado hoje também faz parte de uma linguagem cotidiana acessível a milhões de pessoas.


Há ainda histórias individuais que mostram até onde a prática fotográfica pode chegar, como a de um fotógrafo paraquedista que registra imagens durante os saltos.

O conjunto dessas iniciativas talvez seja mais interessante do que qualquer comemoração isolada.


Em um mesmo Dia Mundial da Fotografia, o Brasil está falando de álbum de família, território, patrimônio, arte, formação, celular, memória e experiência.

Não existe mais uma única maneira de definir fotografia.


E talvez essa seja uma das melhores maneiras de celebrar seus 200 anos.


200 anos depois, fotografia significa muitas coisas

Hoje também publiquei um especial olhando justamente para essa transformação: como a fotografia deixou de ser apenas um processo técnico ou um objeto e passou a existir simultaneamente como profissão, arte, memória, documento, experiência, tecnologia e em novas formas híbridas.


Leia o especial do Dia Mundial da Fotografia → 200 anos da fotografia: do smartphone à IA e aos próximos 20 anos



No dia 1º de setembro, em São Paulo, acontece o primeiro Mapa R.U.M.O. Presencial, uma imersão em grupo pequeno para fotógrafos que querem olhar para preço, oferta, posicionamento, comunicação e direção profissional diante deste novo cenário.


Não será uma aula genérica de marketing. O trabalho parte do negócio de cada participante e termina com decisões práticas para os próximos 30 a 90 dias. A inscrição inclui ainda uma etapa individual do Mapa R.U.M.O. após o encontro.

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São Paulo, SP

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