Uma fotografia de natureza premiada parece tão improvável que muita gente pergunta se foi criada por IA. Ao mesmo tempo, uma crítica ao Rencontres d’Arles levanta uma questão maior: quando imagens reais e sintéticas se parecem, a confiança no processo passa a fazer parte do valor da fotografia.
Dois casos recentes mostram uma mudança interessante no mercado: fotógrafos continuam usando inteligência artificial no processo, mas começam a deixar claro ao cliente aquilo que a tecnologia não deve substituir. A fronteira entre automação e fotografia real começa a virar argumento comercial.
A expansão das imagens sintéticas está criando uma nova questão para a fotografia profissional: além de produzir uma imagem, poderá ser cada vez mais importante conseguir provar sua origem e autoria.