Yves Saint Laurent e a lente da moda: quando a fotografia traduz um mito
- Leo Saldanha
- 14 de jul.
- 3 min de leitura
Uma exposição histórica no Rencontres d’Arles revela a relação íntima entre o estilista e os maiores nomes da fotografia do século 20

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De Irving Penn a Helmut Newton, de Richard Avedon a Jeanloup Sieff, poucos criadores de moda foram tão fotografados e tão conscientes do poder da imagem quanto Yves Saint Laurent. Em cartaz até 5 de outubro no prestigiado Rencontres d’Arles, no sul da França, a exposição Yves Saint Laurent and Photography mergulha nessa conexão visceral entre moda, estética e narrativa visual.

Foto: JEANLOUP SIEFF. Figurino usado por ZIZI JEANMAIRE, imaginado por YVES SAINT LAURENT para o espetáculo Zizi, je t'aime, Paris, 1972.
Produzida em parceria com o Musée Yves Saint Laurent Paris e a Fondation Pierre Bergé, a mostra apresenta mais de 80 imagens históricas e 200 itens de arquivo que vão além das passarelas. É uma viagem por décadas de colaboração criativa entre o couturier e os maiores nomes da fotografia de moda e retrato.

Muito além da pose
Desde seu início meteórico na maison Dior em 1957 até sua consagração como ícone global, Saint Laurent entendeu que a fotografia era mais do que registro. Era extensão da criação. O retrato feito por Irving Penn ainda naquele primeiro ano já anunciava o poder de sua presença. Anos depois, William Klein distorceria as convenções da moda ao inserir os looks do estilista no caos das ruas de Paris, borrando fronteiras entre a arte e a provocação.
Helmut Newton eternizou o erotismo elegante das coleções. Guy Bourdin, o surrealismo calculado. Bettina Rheims capturou os bastidores com intimidade e luz crua. Cada fotógrafo trouxe uma faceta. Cada imagem, uma camada a mais no mito.

Nos bastidores do mito
A segunda parte da exposição revela o backstage: folhas de contato, catálogos, Polaroides pessoais, anotações rabiscadas e recortes de imprensa. Um “gabinete de curiosidades” visual que mostra como Saint Laurent cultivava sua própria imagem como um artista moderno e atento às linguagens contemporâneas.
Nas palavras do curador Simon Baker, Saint Laurent era mais que estilista. Era um verdadeiro curador de sua narrativa visual. Fascinado pela fotografia e por seus criadores, ele entendeu cedo o valor de estar diante da lente e não apenas por trás das coleções.

Moda e fotografia, inseparáveis
Yves Saint Laurent and Photography não é apenas uma retrospectiva. É um manifesto visual sobre como a moda se conta por imagens. Como um criador transforma roupas em símbolos. E como a fotografia, quando bem usada, molda memória, desejo e história.
A mostra, realizada no espaço Mécanique Générale, em Arles, confirma algo que muitos já intuíamos. Yves Saint Laurent foi também um dos grandes diretores de arte de sua época. E seu legado está impresso não só nos tecidos, mas nos negativos e pixels que o eternizaram.
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