Vencendo com a Fotto: duas novas conversas mostram caminhos para transformar fotografia em negócio
Em novos episódios do podcast conduzido pelo CEO da Fotto, Marcelo Moscato, Vladimir Frois e Igor Santos contam como saíram de trabalhos completamente diferentes para construir operações na fotografia esportiva e escolar.

O podcast Vencendo com a Fotto, conduzido por Marcelo Moscato, CEO da Fotto, ganhou duas novas conversas que mostram caminhos bastante diferentes de entrada na fotografia profissional.
Vladimir Frois chegou ao mercado depois de um acidente que interrompeu seu trabalho como motoboy. Igor Santos deixou a construção civil e encontrou na fotografia escolar uma oportunidade de negócio.
As histórias são diferentes, mas têm pontos em comum: pouco recurso no começo, aprendizado na prática, descoberta de nichos específicos e a necessidade de mudar processos quando o volume de clientes, eventos e imagens começou a crescer.
Vladimir Frois: do acidente de moto ao automobilismo
Vladimir Frois, o Vlad, trabalhava como piloto e motoboy em Belo Horizonte quando um acidente de trabalho resultou em uma fratura na perna e mudou seus planos profissionais.
Com R$ 700 emprestados, comprou uma Nikon D70 usada e começou a fotografar. Um de seus primeiros exercícios era registrar carros em movimento na Avenida Raja Gabaglia, usando uma lente 75-300mm e aprendendo na prática questões como foco, velocidade e exposição.
Um episódio aparentemente pequeno ficou marcado nesse início. Depois de Vlad fotografar uma Ford Ranger vermelha, o motorista voltou, elogiou o trabalho e lhe deu um boné. Para quem ainda estava tentando entender se conseguiria transformar aquilo em profissão, o reconhecimento teve peso.
O automobilismo acabou se tornando seu território.
Em um de seus primeiros trabalhos no kart, Vlad passou três dias fotografando no Cartódromo de Betim. Produziu cerca de 7 mil imagens, editou durante as madrugadas e terminou o fim de semana com aproximadamente R$ 100 em vendas.
Financeiramente, o resultado estava longe de compensar o esforço. Na prática, porém, aquele período serviu para construir portfólio, contatos e conhecimento sobre um mercado que mais tarde se tornaria sua especialidade.
O crescimento também trouxe um problema tecnológico particular. O reconhecimento facial, eficiente em várias modalidades esportivas, encontra uma limitação evidente no automobilismo: os pilotos estão de capacete e muitas vezes com a viseira fechada.
Vlad passou a discutir essa dificuldade com a Fotto e participou da validação do reconhecimento por número, alternativa para localizar as imagens de cada competidor.
Hoje ele relata conseguir disponibilizar fotografias pouco tempo depois das provas e administra uma operação maior do que o trabalho individual. Em parceria com Adriano, da 031, criou a Clique na Curva, que atua em modalidades como kart, motocross e rali.
Mesmo com equipes e automação, uma parte continua deliberadamente pessoal. Vlad mantém contato próximo com os clientes pelo WhatsApp. Para ele, tecnologia e atendimento direto fazem parte da mesma operação.
Igor Santos: da construção civil para a fotografia escolar
A história de Igor Santos começa em outro ambiente. Antes da fotografia, ele trabalhava na construção civil em Itaboraí, no Rio de Janeiro.
Ao deixar o emprego, utilizou cerca de R$ 4 mil da rescisão para comprar uma Nikon D300 usada e um notebook. Mais tarde trabalhou como instrutor em uma ONG, mas a demissão durante a pandemia voltou a colocar a fotografia no centro de sua renda.
Foi no mercado escolar que encontrou espaço para crescer.
Nos primeiros trabalhos, praticamente todo o processo era manual. Igor fotografava, mostrava as imagens no notebook, negociava diretamente com as famílias e vendia impressões. Em determinado momento, chegou a criar prévias de baixa qualidade para enviar pelo WhatsApp enquanto tentava evitar que as fotografias fossem copiadas antes da compra.
Uma experiência durante um desfile de 7 de Setembro mostrou o potencial daquele mercado. Depois de fotografar a própria filha, começou a receber mensagens de outros pais interessados nas imagens. Segundo Igor, foram mais de 80 contatos e aproximadamente R$ 4 mil em vendas naquele dia, entre arquivos digitais e impressões.
A fotografia escolar também o levou a perceber um mercado que muitas vezes recebe pouca atenção: escolas públicas e comunidades de menor renda. Na experiência de Igor, nesses locais uma fotografia profissional pode ter forte valor para as famílias e encontrar menos saturação de ofertas do que em algumas escolas privadas.
É um mercado que também exige atenção a autorização, privacidade, relacionamento com escolas e responsáveis e tratamento adequado das imagens, especialmente por envolver crianças.
O crescimento trouxe outro limite: a quantidade de tarefas manuais.
Depois de experiências com diferentes soluções, Igor passou a utilizar reconhecimento facial e venda online pela Fotto. Fotografias que antes exigiam atendimento individual, seleção e cobrança pelo WhatsApp passaram a ser encontradas e compradas diretamente pelas famílias.
A tecnologia não eliminou o trabalho. Mudou onde Igor concentra seu tempo.
Dois mercados diferentes, um desafio parecido
Vladimir e Igor atuam em segmentos distintos, mas as duas conversas do Vencendo com a Fotto revelam uma sequência parecida.
Primeiro veio a necessidade de gerar renda. Depois, a descoberta de um mercado específico. Em seguida, muito trabalho manual para entender se existia demanda real. Quando o volume aumentou, organização e tecnologia passaram a ganhar peso.
No caso de Vladimir, o problema era permitir que pilotos encontrassem suas imagens rapidamente entre milhares de fotografias. No de Igor, era atender muitas famílias sem depender de conversas individuais e processos manuais de venda.
A automação entrou depois que os dois já tinham clientes, experiência e uma operação real para organizar.
Essa talvez seja a parte mais interessante das duas histórias: a tecnologia aparece não como ponto de partida, mas como resposta aos problemas que surgem quando um negócio começa a crescer.
Os episódios completos de Vencendo com a Fotto estão disponíveis no canal oficial da Fotto no YouTube, com outras conversas sobre fotografia, mercado, vendas e diferentes modelos de atuação profissional.
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