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Um exoesqueleto pode ajudar a fotografar melhor?

Tecnologia vestível começa a entrar no campo da fotografia e levanta novas perguntas sobre corpo, esforço físico e acesso a determinados tipos de imagem



A ideia parece saída de ficção científica, mas já está sendo testada no mundo real: o uso de exoesqueletos eletrônicos para auxiliar fotógrafos em atividades físicas intensas, como caminhadas longas, trilhas e terrenos íngremes. Em um experimento recente publicado pela Digital Camera World, um fotógrafo testou o Hypershell X Ultra, um exoesqueleto projetado para reduzir o esforço ao caminhar carregando peso.


O sistema funciona como uma espécie de “bicicleta elétrica para as pernas”. Preso ao quadril e às coxas, o equipamento oferece assistência eletrônica ao movimento, prometendo compensar até 30 kg de carga. Para quem trabalha com mochilas pesadas, lentes longas e tripés, a proposta não é trivial.


Durante o teste, o autor relata que conseguiu subir uma das trilhas mais exigentes da região com muito menos fadiga do que o habitual, mesmo carregando um kit completo de câmera. Em níveis moderados de assistência, a sensação descrita é a de caminhar com menos resistência, quase como se o terreno tivesse sido suavizado.



Nem tudo, porém, é simples. O formato do exoesqueleto entra em conflito com mochilas fotográficas maiores, exigindo ajustes constantes e comprometendo o conforto em determinados momentos. Além disso, o preço elevado coloca a tecnologia fora do alcance da maioria dos fotógrafos... ao menos por enquanto.


Ainda assim, o experimento abre uma discussão interessante. Não se trata apenas de “fotografar melhor”, mas de ampliar quem pode fotografar e por quanto tempo. Para profissionais mais velhos, pessoas com limitações físicas ou fotógrafos que trabalham em ambientes extremos, tecnologias desse tipo podem representar menos desgaste e mais permanência em campo.


Tecnologias vestíveis como essa mostram que a transformação da fotografia não acontece só nas câmeras ou nos softwares.


Na comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto, esse tipo de inovação é analisado pelo impacto real no trabalho, na saúde e na longevidade de quem vive da imagem.


O teste completo, com impressões detalhadas de uso, limitações e contexto, está disponível na Digital Camera World. Vale a leitura não como recomendação de compra, mas como sinal de para onde algumas fronteiras da fotografia começam a se deslocar.


Questões como corpo, esforço físico, tecnologia e sustentabilidade da carreira também fazem parte das conversas que venho levando para os encontros ao vivo.


O próximo evento aprofunda justamente essas tensões entre inovação, prática real e decisão consciente no trabalho com imagem.


As informações estão no link abaixo.

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