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The Town e a arte com I.A. de Refik Anadol

Obra do artista reconhecido mundialmente pelas suas artes com inteligência artificial marcou presença no festival de música


Foto: Itaú


Refik Anadol vem conquistando cada vez mais espaço com obras em museus importantes como o MoMa e até mesmo em iniciativas com povos indígenas brasileiros. Pois no mega festival The Town que terminou ontem, a obra do artista turco-americano foi apresentada no Brasil pela primeira no espaço do Itaú Unibanco na Cidade da Música.


Anadol e seu time treinam algoritmos personalizados de aprendizado de máquina para processar vastos conjuntos de dados disponíveis publicamente. O artista trabalhou com mais de 4 bilhões de imagens e treinou mais de 300 modelos de IA com conjuntos de dados de imagem, som e texto. Vale destacar que o Itaú também é apoiador do Museu da Favela e da temporada 2023 do Museu da Língua Portuguesa.


“Temos um volume imenso de trabalho que pode chegar a durar meses para limpar e fazer a curadoria dos dados, treinar algoritmos, usar ciência para transformar essas ideias em pigmentos, materiais, e depois usá-los para criar narrativas em torno deles. Trabalhamos com a indústria musical para transformar o nosso trabalho e fazer o invisível vísivel”, explicou o artista em entrevista à CNN.


“Acredito que arte deveria ser tão igualitária quanto água, comida e todos os itens fundamentais da vida que precisamos para sobreviver. Estarei em qualquer lugar que estiver aberto para compartilhar a arte e a criatividade com o mundo. Pode ser um hospital, uma universidade, um museu, um festival, qualquer coisa que me conecte com as pessoas”, afirmou Refik.


"Eu não sou um otimista quando o assunto é IA. IA é uma responsabilidade. Quando se usa algo tão poderoso quanto isso, qualquer um, do artista ao engenheiro, deveria ser mais cuidadoso e pensar mais sobre o que nós fazemos e porque nós fazemos. É uma tecnologia com possibilidades incríveis e eu quero ter certeza de que nós não vamos usar essas possibilidades sem saber direito o que estamos fazendo”, afirmou.




“Levar a obra de Refik Anadol para o The Town teve como objetivo impactar positivamente a vida diária das pessoas, gerando boas experiências e memórias emocionais. Refik é um artista que consegue se expressar por meio da tecnologia mais avançada, conectando com sucesso seu público simultaneamente com futuro e presente. Fazer a ponte deste artista, pela primeira vez no Brasil, com curadores e educadores de alguns dos museus mais relevantes do país é algo que complementa ainda mais o nosso propósito”, afirma Rodrigo Montesano, superintendente de marketing do Itaú.


’É de suma importância que os representantes dos nossos museus visitem a exposição de Refik Anadol, no The Town. A experiência de entrar em contato pela primeira vez com a obra deste artista enriquece o repertório dos educadores e curadores de nossos museus. Refik é uma referência quando se trata de arte e tecnologia, e essa ação está alinhada com nosso propósito de investir cada vez mais em exposições inovadoras e inéditas para o estado de São Paulo”, afirma Marília Marton, Secretária de Cultura do Estado de São Paulo.


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