top of page

Nova tecnologia de sensor busca garantir autenticidade de fotos contra deepfakes

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Pesquisadores da ETH Zurich desenvolvem sistema que integra assinatura criptográfica diretamente no sensor da câmera

O chip sensor é um protótipo que demonstra viabilidade técnica. (Imagem: Caroline Arndt Foppa / ETH Zurich)
O chip sensor é um protótipo que demonstra viabilidade técnica. (Imagem: Caroline Arndt Foppa / ETH Zurich)


Pesquisadores da ETH Zurich desenvolveram uma nova tecnologia de sensor com o objetivo de garantir a autenticidade de fotos e vídeos no momento da captura. A proposta surge como resposta ao avanço das imagens geradas por inteligência artificial e à dificuldade crescente de distinguir conteúdos reais de manipulações digitais.


O sistema integra uma assinatura criptográfica diretamente no chip do sensor da câmera. Diferentemente dos metadados tradicionais, que podem ser alterados posteriormente, essa assinatura é criada no instante em que a imagem é capturada, funcionando como um selo digital vinculado ao arquivo original.


Esse selo permite verificar três pontos principais: a origem do dispositivo, o momento exato da captura e a integridade do conteúdo. Qualquer alteração posterior na imagem gera inconsistências detectáveis na assinatura.



Hoje, a maior parte das câmeras registra informações técnicas por meio de metadados, como data, modelo do equipamento e configurações de exposição. Esses dados são úteis para organização e catalogação, mas não oferecem segurança contra manipulação, já que podem ser modificados com relativa facilidade.


A proposta da ETH Zurich substitui esse modelo por um sistema baseado em hardware, reduzindo a dependência de informações externas ao arquivo e aumentando a dificuldade de adulteração. Para que uma imagem seja falsificada sem deixar rastros, seria necessário comprometer fisicamente o sensor, e não apenas editar o arquivo por software.


O processo de verificação envolve o cruzamento da assinatura com um registro público, que pode ser armazenado em sistemas imutáveis, como blockchain. A partir disso, plataformas, veículos de mídia ou usuários podem validar a autenticidade de um arquivo de forma direta.


A tecnologia ainda está em estágio de protótipo. Os pesquisadores já registraram patente e trabalham na viabilização para produção em escala. A expectativa é que, no futuro, o sistema possa ser incorporado a câmeras profissionais, equipamentos de vídeo e smartphones.


O avanço ocorre em um momento em que a confiança na imagem digital passa por um processo de desgaste. Casos recentes de imagens geradas por IA com aparência realista ampliaram o debate sobre verificação e origem do conteúdo, especialmente em contextos jornalísticos e institucionais.


A adoção de um sistema como esse não depende apenas da viabilidade técnica. Envolve decisões da indústria, padronização e aceitação por parte de fabricantes, plataformas e usuários.


Ao mesmo tempo, a pressão por mecanismos de verificação tende a crescer à medida que a produção de imagens sintéticas se expande. Nesse cenário, soluções baseadas em hardware passam a ganhar relevância como uma das possíveis respostas para restaurar confiança na imagem digital.


Esse tipo de movimento mostra que a discussão sobre IA na fotografia já não está apenas na criação, mas também na validação do que é real.


É esse tipo de leitura que aprofundo dentro da comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto, conectando tecnologia, mercado e decisão prática.


Entre os dias 6 e 15 de abril, abro uma nova rodada da Leitura R.U.M.O., voltada para quem precisa ajustar posicionamento e direção nesse cenário.


Comentários


CONTATO

São Paulo, SP

  • Canal de Notícias no Insta
  • Telegram
  • logo-whatsapp-fundo-transparente-icon
  • Youtube
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Facebook

© 2026 - Leo Saldanha. 

Vamos conversar? Obrigado pelo envio

bottom of page