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Sigma FP2: a menor full-frame do mundo ficou mais poderosa. Mas para quem ela faz sentido?

há 1 hora
3 min de leitura

Nova câmera da Sigma combina sensor de 24,5 MP, vídeo 6K e corpo modular. O projeto aposta em flexibilidade, mas exige concessões importantes para quem trabalha com fotografia



A Sigma apresentou nesta sexta-feira, 23 de outubro, a FP2, segunda geração de sua câmera full-frame modular. Sete anos depois do lançamento da fp original, a fabricante japonesa mantém um dos projetos mais diferentes do mercado: um corpo retangular extremamente pequeno, ao qual o fotógrafo acrescenta os componentes de que precisa.



Segundo a fabricante, a FP2 é a menor câmera mirrorless full-frame com lentes intercambiáveis do mundo. Mede 112,8 × 69,9 × 41,8 mm e pesa aproximadamente 460 gramas, incluindo bateria e cartão, sem objetiva.


A novidade chega ao mercado internacional em 11 de novembro, com preço anunciado de US$ 2.199 pelo corpo.


O que mudou na Sigma FP2?



A atualização mais importante está no sensor CMOS full-frame de 24,5 megapixels, com arquitetura parcialmente empilhada, que permite uma leitura mais rápida dos dados.


Na prática, a mudança favorece o foco automático, reduz a distorção de objetos em movimento e permite fotografar em sequência a até 20 quadros por segundo.

O sistema de autofoco também evoluiu, com reconhecimento de pessoas, animais e pássaros.


A tela traseira de 3,15 polegadas, anteriormente fixa, agora pode ser inclinada. A câmera ganhou ainda 70 GB de memória interna, além do cartão SD, e uma bateria com autonomia declarada de aproximadamente 370 fotografias, 30% superior à geração original.

São melhorias que procuram resolver limitações da primeira fp sem abandonar seu formato.


Uma câmera que pode mudar conforme o trabalho



O conceito modular continua sendo o principal diferencial da FP2.


O corpo básico pode receber visor eletrônico, empunhadura, suporte para flash e outros acessórios. O fotógrafo pode configurar um conjunto reduzido para trabalhar na rua ou montar uma estrutura maior para vídeo e produção audiovisual.


A câmera utiliza o encaixe L-Mount, compartilhado com sistemas de lentes de fabricantes como Leica e Panasonic.


Outra característica importante é a separação entre fotografia e vídeo. Uma chave física alterna os modos STILL e CINE, cada um com sua própria interface.


Para quem produz conteúdo em diferentes formatos, o vídeo é um dos principais atrativos. A FP2 grava em 6K Open Gate a até 60 quadros por segundo, utilizando toda a área do sensor, recurso interessante para posteriormente adaptar o enquadramento a formatos horizontais e verticais.


Também oferece gravação 4K a 60p sem corte e 4K a 120p com corte de 1,5 vez. Há suporte a ProRes RAW em SSD externo e gravação interna em 10 bits.


O preço de uma câmera tão pequena


A proposta tem limitações importantes.

A FP2 continua sem estabilização mecânica do sensor e utiliza exclusivamente obturador eletrônico.


Para fotógrafos que trabalham com flash, o limite de sincronização de 1/50 de segundo em full-frame merece atenção especial. A ausência de obturador mecânico pode restringir determinadas situações de iluminação, especialmente quando é necessário combinar flash e luz ambiente.


Também não existe visor eletrônico integrado. Quem prefere fotografar com a câmera junto ao olho precisa adquirir um acessório.


A Sigma oferece um conjunto com visor eletrônico EVF-21 por US$ 2.749. O kit com a objetiva 50mm F2 DG Contemporary também custa US$ 2.749.


Ou seja, a pequena câmera pode se transformar em um equipamento consideravelmente maior e mais caro à medida que os componentes são acrescentados.


Há ainda uma questão para proprietários da geração anterior: nem todos os acessórios da antiga fp são compatíveis com a FP2.


Uma alternativa às câmeras convencionais


O lançamento acontece em um mercado no qual muitos fabricantes procuram combinar cada vez mais funções em um único corpo.


A Sigma segue outro caminho. Em vez de entregar uma configuração completa e fixa, permite que o usuário monte diferentes versões do mesmo equipamento.


Essa abordagem pode interessar a fotógrafos de rua, documentaristas, criadores híbridos e pequenas equipes audiovisuais que precisam adaptar o equipamento a diferentes situações.

Entretanto, a modularidade também transfere parte das decisões e dos custos ao comprador.


A FP2 reúne melhorias expressivas em relação à primeira geração. Mas sua escolha dificilmente será determinada apenas pelos megapixels ou pela gravação em 6K.

O ponto decisivo será descobrir se a liberdade de configuração compensa os acessórios adicionais, as limitações operacionais e o preço final do conjunto.


A Sigma parece disposta a continuar apostando nessa ideia. Resta saber quantos fotógrafos precisam de uma câmera assim no trabalho cotidiano.


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