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Exposição de fotografia mais longeva do mundo abre chamada internacional (e uma imagem pode ser enviada de graça)

há 7 horas
2 min de leitura

A International Photography Exhibition 168, da Royal Photographic Society, aceita fotógrafos de qualquer idade e país. Cerca de 100 trabalhos serão escolhidos para uma exposição itinerante.



Uma das chamadas internacionais mais tradicionais da fotografia está aberta. A Royal Photographic Society recebe inscrições para a International Photography Exhibition 168 (IPE 168) até 15 de dezembro de 2026, às 23h59 GMT. A exposição é realizada desde 1854 e a própria RPS a define como a exposição de fotografia contemporânea de maior duração do mundo.


A chamada é internacional e aberta a fotógrafos e criadores de imagens de qualquer idade e nível de experiência. Não é necessário ser associado à RPS e não existem categorias ou tema definido. Fotografia digital, filme, processos tradicionais e trabalhos experimentais podem participar.


Há outro diferencial: cada participante pode enviar uma fotografia gratuitamente. Quem quiser inscrever trabalhos adicionais paga £35 na tarifa padrão, £27 se for membro da RPS ou £20 para menores de 30 anos. Também é possível enviar uma série de quatro imagens.


Cerca de 100 trabalhos vão para a exposição


A seleção acontece em etapas. Primeiro, as imagens são avaliadas digitalmente e de forma anônima. Os fotógrafos que chegarem à shortlist serão convidados a fornecer impressões físicas para a etapa final.


A previsão é selecionar aproximadamente 100 trabalhos para integrar a exposição itinerante da RPS. Entre os reconhecimentos estão dois prêmios de £1.000 (um geral e outro para fotógrafo com menos de 30 anos), além de uma exposição individual de duas semanas, oportunidades editoriais no RPS Journal e destaque nos canais da instituição.


A concorrência costuma ser grande. Na edição anterior, mais de 10 mil imagens foram inscritas e 318 fotógrafos de 41 países chegaram à shortlist.


IA generativa não é aceita


Um ponto do regulamento também chama atenção no atual momento da fotografia.

A RPS permite edição e manipulação de imagens por software ou em laboratório, além de técnicas tradicionais e experimentais. Mas estabelece uma fronteira explícita: trabalhos que contenham Inteligência Artificial generativa, integral ou parcialmente, não são elegíveis.


A regra mostra como instituições e concursos estão começando a criar critérios próprios para separar edição, manipulação fotográfica e geração sintética.

No caso da IPE 168, a manipulação continua admitida. A geração de elementos por IA, não.


Uma inscrição gratuita, mas vale ler o regulamento


A possibilidade de enviar uma imagem sem pagar torna a chamada especialmente acessível. Mas a gratuidade vale para a entrada inicial.



Se o trabalho chegar à shortlist, começa uma etapa física da seleção, com impressão da fotografia. Existem ainda regras específicas sobre arquivos, anonimato, devolução das impressões, direitos de reprodução e participação na exposição itinerante.


Por isso, antes de escolher uma imagem apenas pelo potencial visual, vale entender também o que acontece se ela avançar.


No Curadoria Essencial, fiz a leitura completa do regulamento da IPE 168, incluindo os custos que podem aparecer depois da shortlist, exigências técnicas, direitos sobre as imagens, regras para IA e os pontos que eu observaria antes de fazer uma inscrição.


A propósito, dia 8/10 farei um evento online de boas vindas para a Curadoria Essencial. Saiba mais: Boas-vindas Curadoria Essencial



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