Primeiro Plano: O paradoxo de 2026 e as novas oportunidades para quem vive da fotografia
- Leo Saldanha

- há 1 dia
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Edição da semana: A disputa entre a performance técnica da CES e a nostalgia das compactas, o fim do "cartão postal" no turismo e o Brasil como potência visual.

Se a primeira semana de 2026 serve de bússola para o resto do ano, a mensagem desta edição do Primeiro Plano é clara: a fotografia profissional caminha para uma bifurcação.
De um lado, a CES 2026 e os relatórios globais mostram uma indústria em "corrida tecnológica". As gigantes do setor disputam o topo com sensores full frame cada vez mais rápidos e óticas de precisão cirúrgica. É a fotografia como ciência exata, onde a nitidez reina.
Do outro lado, a realidade das ruas e o desejo do consumidor apontam para o oposto. No Japão (termômetro histórico de tendências) o ranking de vendas da virada do ano foi invadido não por super câmeras, mas por compactas simples e modelos infantis.
Ao mesmo tempo, fabricantes de smartphones apostam em designs com "pegada" física e controles manuais para tentar emular a sensação tátil que o digital apagou.
O sinal é curioso e evidente: Existe uma fadiga da perfeição. O público quer experiência, erro e textura.
O Brasil em foco: Identidade e Natureza
Enquanto a tecnologia discute megapixels, o mercado nacional discute narrativa. Dois movimentos fortes surgiram nesta semana e merecem sua atenção:

O Fim do Cartão Postal: A hotelaria de luxo e o turismo brasileiro estão abandonando a imagem "bonita e vazia" para focar em narrativas visuais densas. A fotografia virou ferramenta de retenção e experiência, não apenas de atração.
A Natureza como Documento: A obra de nomes seminais da fotografia documental brasileira ganha novos contornos, reforçando a imagem como "oxigênio" e registro histórico. A prova desse valor é a chegada de exposições sobre biomas brasileiros, como o Pantanal, a museus de ciência em Londres. A nossa biodiversidade é, hoje, um dos ativos visuais mais valorizados no mercado global.
A oportunidade em meio ao ruído
O cenário de 2026 começa com abundância: prêmios internacionais de fotojornalismo oferecendo valores recordes, a IA acelerando fluxos de trabalho e o mercado de arte valorizando o documental.
Para o fotógrafo, o perigo agora não é a falta de equipamento ou de oportunidades, é a falta de direção. Tentar abraçar a "tech" e a "nostalgia" ao mesmo tempo, sem uma estratégia clara, é a receita para a irrelevância neste novo ciclo.
O que fazer com essa informação?
Esta coluna desenha o cenário macro. Mas a aplicação prática (quais concursos valem o seu tempo, quais especificações técnicas ignorar e como se posicionar nesse novo mercado de turismo) exige aprofundamento.
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