Livro de Pierre Verger e estudo sobre Hercule Florence revisitam a história da fotografia no Brasil
Coletânea reúne ensaios raros de Verger; pesquisas sobre Florence reforçam o reconhecimento de seus experimentos fotográficos no século 19.

Um livro com escritos de Pierre Verger e novas pesquisas sobre os experimentos de Hercule Florence colocam em evidência duas contribuições à história da fotografia ligada ao Brasil.
As notícias destacam o trabalho de preservação e investigação de acervos, tanto para ampliar o acesso à produção de seus autores quanto para rever interpretações sobre suas trajetórias.
Os escritos de Pierre Verger
O livro Iorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim será lançado nesta quarta-feira, 16 de setembro, às 19h, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.

Segundo reportagem da Agência Brasil, publicada pelo jornal O Povo, a obra reúne 12 ensaios, quatro deles inéditos, escritos entre 1958 e 1972. A publicação resulta de uma parceria entre o Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger.
Organizada por Ângela Lühning, coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, a coletânea aborda relações históricas transatlânticas, religião iorubá e conhecimentos transmitidos pela oralidade. O conjunto apresenta a atuação do autor como pesquisador, articulando temas que também atravessaram sua produção fotográfica.
Nascido em Paris em 1902, Verger se estabeleceu em Salvador em 1946 e morreu em 1996. Sua trajetória reuniu fotografia documental e pesquisas sobre as relações entre a Bahia e a África Ocidental.
Novas evidências sobre Hercule Florence

No caso de Hercule Florence, o destaque está na investigação de imagens produzidas em 1833. Segundo a Folha de S.Paulo, análises realizadas em Portugal confirmam a natureza fotográfica dos objetos preservados. Os resultados são apresentados nesta semana em Oslo.
Outra frente, no Getty, busca recriar os procedimentos históricos e permanece em andamento. As pesquisas reforçam o lugar de Florence entre os pioneiros da fotografia, sem encerrar todas as questões sobre seus métodos.
Os dois casos mostram funções distintas dos acervos: permitir que textos voltem a circular e fornecer material para novas investigações. Para quem acompanha fotografia, são também oportunidades de conhecer a pesquisa, os documentos e os processos que sustentam sua história.
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