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Oppo, Apple e Google: três caminhos para a fotografia nos smartphones

há 17 horas
3 min de leitura

Sensores de 200 MP, um dobrável que chega tarde e a inteligência artificial cada vez mais presente. Os novos aparelhos mostram avanços, mas também contradições.



A fotografia nos smartphones segue caminhos diferentes. A Oppo investe em sensores e acessórios, a Apple finalmente entra no mercado dos dobráveis e o Google continua apostando na fotografia computacional. Três estratégias que merecem atenção, inclusive pelos problemas que ainda não foram resolvidos.


Oppo: mais câmera, mais acessórios e mais complicações



O Find X10 Pro Max chega com três câmeras de 200 megapixels e recursos desenvolvidos em parceria com a Hasselblad. Os primeiros testes elogiam o detalhamento e as cores, especialmente no modo Master.


Mas o mais interessante é o reforço dos kits fotográficos, com teleconversor e acessórios que aproximam o smartphone de uma câmera tradicional. Uma tendência que também aparece em marcas como Vivo e Honor.


A proposta tem apelo para fotógrafos, mas cobra seu preço. O teleconversor dificulta o acesso às outras câmeras, apresenta limitações de compatibilidade e aumenta bastante o investimento. O teste também identificou inconsistências no autofoco de vídeo.


A Oppo acerta ao oferecer mais possibilidades de captura, mas corre o risco de transformar a praticidade do smartphone em um sistema complicado de usar.


Apple: chegar por último pode ter sido uma vantagem



A Apple demorou para entrar nos dobráveis. Enquanto Samsung e outras fabricantes enfrentavam problemas de telas, dobradiças e integração de software, a empresa observava a evolução da categoria.


O iPhone Duo sugere que a espera valeu a pena. O Gizmodo elogiou a construção, a tela com vinco discreto, o desempenho e a integração do sistema. A Apple conseguiu entregar uma primeira geração relativamente madura.


Mas há concessões difíceis de ignorar. Por US$ 1.999, o aparelho não oferece teleobjetiva dedicada e seu conjunto fotográfico fica atrás dos iPhones Pro em algumas situações.

A Apple parece ter priorizado a experiência de uso em vez de competir pelas melhores especificações de câmera. Uma escolha defensável, embora o preço torne as limitações menos aceitáveis.


Google: excelente fotografia, mas ainda longe dos brasileiros



O Pixel 11 Pro XL continua mostrando a força da fotografia computacional. Seus resultados são elogiados pela consistência, pelo HDR e pelos recursos de inteligência artificial, incluindo ferramentas capazes de selecionar fotografias a partir de vídeos.


O problema é que a automação nem sempre escolhe o momento que o fotógrafo escolheria. Vídeo e autonomia também continuam atrás de alguns concorrentes.

E há uma contradição comercial ainda maior: dez anos depois do primeiro Pixel, o Google continua sem vender oficialmente seus smartphones no Brasil.


É difícil compreender essa ausência em um mercado onde o Android tem enorme presença. Enquanto a empresa avança tecnologicamente, consumidores brasileiros seguem dependendo de importação, com limitações de garantia e assistência.


O que esses lançamentos revelam?


A Oppo aposta em mais controle e acessórios. A Apple prefere amadurecer a experiência antes de entrar em uma categoria. O Google investe na inteligência das imagens, mas mantém uma distribuição restrita.


São propostas diferentes para um mesmo mercado. E talvez a principal conclusão seja que, mesmo com tantos avanços, ainda não existe uma solução perfeita.


Para quem trabalha com fotografia, o movimento mais interessante é perceber como as fabricantes estão disputando não apenas a qualidade das imagens, mas também a experiência de fotografar.


No Essencial, acompanhamos essas mudanças com análises de mercado, curadoria de oportunidades e orientação individual para fotógrafos.

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