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O que estou lendo: Arles e o poder das imagens em tempos de excesso e silêncio

  • 15 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Quando até grandes fotógrafos se perguntam se a fotografia ainda tem força, o debate se torna urgente


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O Financial Times publicou uma resenha provocadora sobre o Festival de Fotografia de Arles 2025. A pergunta central do texto é desconcertante: as fotografias ainda têm poder? Em tempos de inteligência artificial, excesso de imagens, guerras transmitidas por stories e um mundo cada vez mais anestesiado, até artistas como Nan Goldin questionam se a imagem ainda é capaz de gerar transformação.


Goldin, homenageada no evento, subiu ao palco com o escritor Édouard Louis e exibiu imagens impactantes do conflito em Gaza, em silêncio. Depois, lançou a dúvida: por que nos sentimos tão distantes? Dizer “isso é horrível” basta?


David Yao/Unsplash
David Yao/Unsplash

A matéria do FT mostra que o questionamento percorreu toda a programação do festival. Não era apenas sobre estética ou técnica. Era sobre relevância. Sobre o que as imagens realmente provocam no mundo.


Mesmo Letizia Battaglia, homenageada com uma retrospectiva arrebatadora, disse certa vez que a fotografia não muda nada. Mas suas imagens mudaram a forma como o mundo viu a máfia na Sicília. Assim como os retratos criados por artistas indígenas na Austrália atualizam o papel da imagem como ferramenta de resistência e identidade.


Reflexão

Sou suspeito para defender a fotografia, claro. Mas o simples fato de um jornal como o Financial Times fazer uma crítica tão profunda a um festival de imagem já revela algo importante. Quando a linguagem se coloca em dúvida, é porque está viva.


A fotografia não é só técnica, registro ou arte. Ela é espelho e ferida, é afeto e denúncia. E talvez nunca tenha sido tão importante questionar o que vemos, como vemos e o que escolhemos mostrar.


Festivais como Arles, Paris Photo, London Photo e tantos outros mostram que a fotografia segue sendo território de invenção, desconforto e presença.


Talvez o nome fotografia já não dê conta de tudo o que está acontecendo com as imagens. Mas a força delas, mesmo diante da dúvida, segue sendo inquestionável.



Por: Leo Saldanha - Criador da comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto! O futuro da fotografia não vai esperar você!


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