top of page

O que conversamos ontem na Mentoria Coletiva Fotograf.IA+C.E.Foto

O início de um novo ciclo de conversas sobre fotografia, trabalho e escolha em 2026



Ontem à noite aconteceu o primeiro encontro do novo ciclo da Mentoria Coletiva Fotograf.IA+C.E.Foto. Um encontro fechado, só para membros da comunidade, sem apresentação pronta, sem roteiro engessado e sem promessa de resposta rápida.


A conversa partiu de algo simples, mas incômodo: nunca foi tão fácil produzir imagens corretas e, ao mesmo tempo, tão difícil fazer com que alguém pare nelas.


As câmeras melhoraram. Os softwares também. E isso não resolveu o principal problema de quem vive de fotografia hoje.


A maioria das imagens está tecnicamente boa demais para justificar atenção.


Falamos bastante sobre isso. Sobre como a técnica deixou de ser diferencial e passou a ser ponto de partida. E sobre como, nesse cenário, repetir fórmulas visuais ou narrativas “seguras” virou um atalho para a irrelevância.


Em vários momentos a conversa voltou para algo muito concreto: o que faz uma imagem parecer viva. Não no sentido poético, mas prático. Aquela sensação de que houve um encontro de verdade ali. Um tempo compartilhado. Um corpo presente do outro lado da câmera.


Um detalhe comentado resumiu bem isso. Uma cliente, ao receber suas fotos para uso profissional, destacou um pequeno “defeito” como o melhor ponto do retrato. Uma roupa levemente amassada. Para ela, aquilo era a prova de que a imagem não havia sido fabricada. Que alguém esteve ali.


Esse tipo de reação diz muito sobre o momento atual. Em um ambiente saturado por imagens lisas, limpas e previsíveis, o real começa a chamar mais atenção do que o perfeito.


Outro ponto recorrente foi a dificuldade de permanecer no meio do caminho. Nem barato o suficiente para competir por volume, nem claro o bastante para sustentar um posicionamento mais autoral. Esse lugar intermediário, que durante anos foi confortável para muitos fotógrafos, hoje cobra um preço alto. E deve ficar mais complicado se manter no "meio" em 2026.


Esse tipo de impasse apareceu várias vezes ao longo da conversa. E ele ajuda a explicar por que encontros presenciais menores, mais focados e menos espetaculares voltam a fazer sentido.


No dia 25 de fevereiro, em São Paulo, acontece um encontro presencial ligado a esse mesmo pensamento. Um grupo pequeno, sem palco inflado e sem promessa de solução mágica. A ideia é criar um ponto de entrada para quem sente que precisa parar, organizar e decidir antes de seguir no automático.

Vale destacar que não é evento separado da comunidade. É parte do mesmo movimento.


Também falamos sobre texto, comunicação e a maneira como muita gente passou a terceirizar o pensamento. Não porque usa ferramentas de IA, mas porque parou de revisar, discordar, cortar e assumir responsabilidade pelo que publica. Quando todo mundo escreve mais ou menos do mesmo jeito, o problema não é a tecnologia. É a ausência de edição humana.


Não dá mais para empurrar decisões com ajustes pequenos. O mercado pede escolha.


A Mentoria Coletiva não existe para ensinar truques nem para acompanhar tendência. Ela existe para criar espaço de reflexão contínua, com gente real, sobre trabalho real. Com tempo entre um encontro e outro justamente para que as ideias possam ser testadas, não apenas consumidas.


Essas conversas seguem acontecendo dentro da comunidade Fotograf.IA+C.E.Foto. Não como conteúdo aberto, nem como espetáculo. Como processo.


Quem sente que fotografar ainda envolve relação, presença e decisão (e não só entrega) provavelmente entenderia rápido o valor de estar nessa mesa. A comunidade existe para isso.

Comentários


CONTATO

São Paulo, SP

  • Canal de Notícias no Insta
  • Telegram
  • logo-whatsapp-fundo-transparente-icon
  • Youtube
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Facebook

© 2026 - Leo Saldanha. 

Vamos conversar? Obrigado pelo envio

bottom of page