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Fotografia em pauta: furto na F1, mercado de câmeras e novidades para fotografar e editar

há 1 hora
4 min de leitura

Um giro por notícias sobre segurança no trabalho, preços de equipamentos, câmeras compactas e aplicativos que ampliam as possibilidades da fotografia



Um fotógrafo perde milhares de dólares em equipamentos durante a cobertura da Fórmula 1. Fabricantes enfrentam um mercado desigual, com compactas em alta e pressão sobre os preços. Nos aplicativos, as novidades vão da edição gratuita à inteligência artificial que orienta o enquadramento.


Confira sete assuntos que merecem atenção neste começo de novembro.


Fotógrafo tem US$30 mil em equipamentos furtados na F1



Um fotógrafo australiano identificado como Ryan teve cerca de US$30 mil em equipamentos furtados durante os preparativos para o Grande Prêmio do México. Segundo a PetaPixel, ele havia deixado a bolsa no centro de imprensa e saído por alguns instantes. O espaço ainda não estava plenamente operacional.


O caso chama atenção pelo contexto: mesmo na estrutura de um evento internacional desse porte, o equipamento de trabalho continua vulnerável. Para quem fotografa profissionalmente, o prejuízo pode comprometer também a cobertura em andamento e os próximos trabalhos.


Compactas em alta, mirrorless em desaceleração



O mercado de câmeras segue em ritmos diferentes. Os dados da CIPA mostram crescimento das remessas de modelos com lente fixa, categoria que inclui compactas e câmeras bridge, enquanto as mirrorless apresentam retração em volume.


No acumulado dos primeiros oito meses de 2026, as remessas de câmeras com lente fixa cresceram 15,3% sobre o mesmo período de 2025. As mirrorless recuaram 6,2%. São equipamentos enviados pelos fabricantes participantes do levantamento, e não vendas registradas diretamente no varejo.


A recuperação das compactas merece atenção, mas não significa que elas tenham tomado o lugar das mirrorless. Mostra que diferentes propostas de câmera continuam encontrando público.


Canon sinaliza possíveis aumentos em 2027


A Canon informou a investidores que já não espera uma redução nos preços das memórias em 2027. Se os custos permanecerem elevados, a empresa pretende compensá-los com aumentos nos preços das câmeras, considerando também o impacto sobre as vendas.

Ainda não há uma tabela de reajustes, modelos definidos ou percentuais anunciados. O sinal é de pressão sobre os custos, em um cenário de disputa por componentes também utilizados pela indústria de inteligência artificial.


Para o fotógrafo, vale acompanhar o assunto e planejar investimentos com base na necessidade do negócio, sem transformar uma possibilidade de aumento em motivo automático para antecipar compras.


Affinity leva edição e criação ao iPad com ferramentas gratuitas

O novo Affinity para iPad reúne edição de fotografias, desenho, ferramentas vetoriais e diagramação em um único aplicativo, com interface adaptada ao toque e ao Apple Pencil.


As ferramentas principais são gratuitas para pessoas físicas, mediante uma conta Canva. Já os recursos opcionais de inteligência artificial exigem um plano premium. Entre as possibilidades estão edição de arquivos RAW e criação de documentos com várias páginas.


Para fotógrafos que já utilizam o tablet, a proposta vai além de ajustar imagens: pode servir também à preparação de apresentações, pequenos impressos e materiais de divulgação.


Uma câmera digital com “rolos” de 36 fotos



A Fotorgear Campix aposta em uma experiência inspirada na fotografia analógica. A câmera digital trabalha com “rolos” de até 36 imagens, visor na altura da cintura e um comando físico que precisa ser girado para preparar o próximo disparo.


O projeto está sendo promovido no Kickstarter. A limitação de fotos faz parte da proposta de uso: depois, é possível iniciar outro rolo digital.


O interesse está no ritual. Em um ambiente de captura praticamente ilimitada, a Campix tenta vender uma experiência mais deliberada, com pequenas pausas entre as fotografias.


A inteligência artificial também sugere onde apontar a câmera



Uma avaliação do Camera Coach no Google Pixel 11 Pro mostra como a IA começa a participar da fotografia antes do disparo. O recurso analisa a cena e oferece sugestões de enquadramento e aproximação, conduzindo o usuário por etapas.


No teste publicado pelo DIYPhotography, o autor encontrou orientações mais úteis ao fotografar pessoas do que objetos e identificou limites nas sugestões para trabalhar a iluminação.


É uma aplicação com potencial para apresentar fundamentos a quem está começando. Também abre uma pergunta para a educação visual: como usar a orientação automática sem se acostumar a repetir sempre as mesmas soluções?


Os criadores de Knives Out levam sua estética ao iPhone



O diretor Rian Johnson, o diretor de fotografia Steve Yedlin e o desenvolvedor Eric Cameron estão por trás de um aplicativo de câmera para iPhone com processamento próprio de cor e textura.


Voltado a fotografias, o aplicativo parte dos dados RAW e aplica seu tratamento de imagem, em vez de depender exclusivamente do processamento habitual do aparelho.


A novidade mostra como o software também participa da escolha de uma câmera: o mesmo celular pode produzir resultados diferentes conforme o aplicativo e as decisões de processamento. Para quem fotografa, é mais uma ferramenta de linguagem, cujo resultado continua dependendo do que se escolhe colocar diante da lente.


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