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Neurodivergência, fotografia e o desafio de criar ambientes realmente humanos

Novo episódio do podcast Fotógrafas de Quinta discute inclusão, sensibilidade sensorial e o papel dos estúdios fotográficos diante de famílias neurodivergentes



A fotografia sempre foi apresentada como um espaço de acolhimento, memória e afeto. Mas, na prática, nem todos os corpos, mentes e experiências se sentem igualmente bem-vindos diante das câmeras. Um novo episódio do podcast Fotógrafas de Quinta traz essa discussão para o centro, ao abordar a relação entre neuro divergência, fotografia e a forma como os ambientes de estúdio podem facilitar (ou dificultar) a experiência de muitas famílias.


O episódio marca o lançamento do projeto episódios focado na Neurodivergência, uma iniciativa que propõe diálogo contínuo sobre a presença de pessoas neuro divergentes no mercado fotográfico. A proposta envolve profissionais, famílias e fornecedores, com foco em escuta, respeito e adaptação real, não apenas discurso.


A conversa tem como convidada Vanessa Scarano, fundadora da Solari Iluminações, que compartilha sua transição de uma carreira corporativa consolidada para a criação de uma marca com propósito social claro. Mais do que apresentar uma tecnologia, o episódio discute como escolhas técnicas (especialmente de iluminação) impactam diretamente o bem-estar de pessoas com hipersensibilidade sensorial, como indivíduos no espectro autista.


A discussão parte de uma constatação simples, mas muitas vezes ignorada: o mundo não é padrão. E os estúdios fotográficos, historicamente pensados para produção e eficiência, nem sempre consideram como luzes intensas, flashes repentinos e ambientes ruidosos podem ser percebidos por crianças e adultos neuro divergentes.


Ao longo do episódio, surgem relatos sobre famílias que evitam sessões fotográficas por medo de crises sensoriais, constrangimento ou falta de preparo dos profissionais. A iluminação contínua, mais próxima da luz natural, aparece não como solução mágica, mas como um dos elementos que ajudam a reduzir barreiras e tornar a experiência mais previsível e segura.


Mais do que técnica, a conversa toca em questões sociais profundas. O peso do ideal da “família perfeita”, a solidão de muitas mães atípicas, o custo emocional e financeiro do cuidado, e a dificuldade de inclusão real ainda marcam a trajetória de muitas pessoas. A fotografia, nesse contexto, pode ser tanto mais um espaço de exclusão quanto uma ferramenta de reconhecimento e pertencimento.


A fotografia contemporânea tem sido chamada a ir além da estética.

Ela precisa lidar com pessoas reais, histórias reais e contextos que não cabem em padrões rígidos.


O episódio completo aprofunda essas reflexões com sensibilidade e escuta, e vale ser visto não apenas por fotógrafos, mas por qualquer profissional que trabalhe com imagem, famílias e experiências humanas.


👉 Assista ao episódio completo no YouTube do podcast Fotógrafas de Quinta


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