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MOMENTO R.U.M.O. - A moeda ruim expulsa a boa. O que isso tem a ver com o seu portfólio

  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

Como imagens medianas, excesso de volume e falta de curadoria ensinam o público a não prestar atenção no seu trabalho



Existe um princípio econômico do século XVI chamado Lei de Gresham: a moeda ruim expulsa a boa de circulação. Quando moedas de menor valor passam a circular junto com as legítimas, o sistema inteiro tende a operar no padrão mais baixo. Essa lógica ajuda a entender um problema comum no portfólio fotográfico e na forma como fotógrafos publicam seu trabalho hoje.


Li sobre isso numa newsletter recente de Seth Godin, que aplicou o princípio ao Substack e às plataformas de conteúdo. A leitura ficou comigo porque o que ele descreve aparece o tempo todo no mercado fotográfico. E, para ser honesto, também aparece como tentação constante no meu próprio trabalho.


A pressão para publicar com frequência é real. O algoritmo recompensa consistência. A sensação de invisibilidade quando você para de postar também é real.


Então o fotógrafo publica.


Publica o que tem.

Publica o que ficou bom o suficiente.

Publica para existir.


E é exatamente aí que a moeda ruim entra em circulação.


Cada imagem mediana no feed ensina alguma coisa para quem te acompanha. Ninguém pensa conscientemente: “essa foto é fraca”. O efeito é mais discreto. O seguidor aprende, repetição após repetição, que não precisa parar. Que pode continuar rolando. Que o que vem de você provavelmente não vai exigir atenção de verdade.


Quando a imagem forte aparecer, o dano já está feito. Ela vai passar no scroll como qualquer outra, porque você treinou o olho de quem te segue a não pausar.


O portfólio funciona da mesma forma.


Um fotógrafo que nunca remove nada acredita que está mostrando amplitude. Na prática, muitas vezes está diluindo a própria força. O cliente que abre um portfólio com 200 imagens não sai necessariamente com a sensação de ter encontrado alguém poderoso. Pode sair com a sensação de não saber exatamente o que esperar.


A melhor foto do portfólio carrega o peso de todas as outras que vieram antes dela.


Volume sem critério é o mecanismo pelo qual atenção e confiança se desgastam sem que a pessoa perceba.


A atenção não se repõe automaticamente. Uma vez que alguém aprende a não prestar atenção no que você publica, reconquistar isso exige um esforço desproporcional. A confiança é construída devagar, desgastada depressa e raramente recuperada no mesmo nível.


Me policio. Não sempre com sucesso, mas me policio.


Porque a tentação do volume é constante. E os argumentos a favor dela parecem razoáveis até o momento em que você percebe que está publicando para cumprir uma meta, sem nada real a dizer.


Curadoria é a condição para que a presença signifique alguma coisa.


O fotógrafo que entende isso está protegendo o único ativo que nenhuma ferramenta, nenhuma estratégia de crescimento e nenhum algoritmo consegue reconstituir por ele: a disposição genuína de alguém para prestar atenção no que ele faz.


É por isso que olhar o próprio negócio de fora importa tanto. Nem sempre o fotógrafo percebe o que está comunicando pelo conjunto: portfólio, Instagram, oferta, linguagem, preço, frequência, escolhas e omissões.


O Mapa R.U.M.O. foi construído para essa leitura. Uma análise individual do seu negócio, um documento com direção prática e uma conversa de 30 minutos para entender onde você está e quais movimentos fazem mais sentido agora.



Para acompanhar análises como esta toda semana, faça parte da continuidade com Fotograf.IA + C.E.Foto.



Publicar muitas fotos no Instagram prejudica o fotógrafo?

Depende da qualidade e da curadoria. O excesso de imagens medianas pode ensinar o público a não prestar atenção, reduzindo o impacto das melhores fotos.


Quantas fotos um portfólio fotográfico deve ter?

Não existe um número ideal fixo, mas portfólios muito extensos tendem a diluir a percepção de qualidade. Menos imagens, com mais consistência, costumam gerar mais impacto.


Curadoria é importante para fotógrafos?

Sim. A curadoria define o padrão percebido do trabalho e influencia diretamente a atenção, a confiança e o valor percebido pelo cliente.


Como melhorar o valor percebido na fotografia?

Reduzindo volume sem critério, fortalecendo consistência visual e selecionando apenas imagens que sustentem o posicionamento desejado.

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