Marcelo Moscato fala sobre Fotto, IA e o novo mercado da fotografia esportiva em podcast
- 8 de jun.
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Atualizado: há 3 dias
CEO da Fotto participou do Fala Time Cast em entrevista que passa por tecnologia, reconhecimento facial, creator economy, liderança local e o futuro da venda de fotos em eventos

Marcelo Moscato, CEO da Fotto e fundador da Alboom, participou do episódio 94 do Fala Time Cast em uma conversa sobre empreendedorismo, tecnologia e os bastidores da fotografia esportiva no Brasil.
A entrevista ganha relevância especial para o mercado porque foi realizada em parceria com a Chelso, um dos nomes fortes da fotografia esportiva nacional e parceira estratégica anunciada pela Fotto neste ano. Mais do que uma conversa sobre uma empresa, o episódio ajuda a entender uma transformação mais ampla: a fotografia de eventos deixou de ser apenas cobertura e passou a fazer parte da economia dos criadores.
Na entrevista, Moscato relembra sua trajetória no mercado corporativo, com passagem por empresas como SAP e Lucent Technologies, antes de migrar para o empreendedorismo. Essa experiência aparece na forma como ele descreve a Fotto: não apenas como uma galeria de fotos, mas como uma infraestrutura de tecnologia, vendas, pagamentos e inteligência artificial para fotógrafos.
Um dos pontos centrais da conversa é a decisão da Fotto de oferecer reconhecimento facial gratuito. Em um mercado no qual a identificação das fotos sempre foi uma das grandes dores operacionais, a aposta na IA mudou o fluxo de venda. Segundo Moscato, a tecnologia permite que o atleta encontre suas imagens com rapidez, mesmo em eventos de grande volume, em que milhares de fotos são produzidas em poucas horas.
A velocidade é decisiva. Na fotografia esportiva, o desejo de compra está ligado ao momento emocional do atleta. A conquista ainda está viva, a prova acabou de terminar, a medalha ainda está no peito. Por isso, a entrega rápida não é apenas conveniência. É parte do modelo de negócio.

Outro ponto importante da entrevista é a defesa de um modelo descentralizado, baseado em líderes locais. Em vez de centralizar toda a operação, a Fotto aposta em fotógrafos que conhecem suas regiões, seus eventos e suas equipes. A plataforma entra com tecnologia, automação, pagamentos e estrutura. O fotógrafo entra com repertório, presença em campo e leitura do momento.
Essa visão ajuda a explicar por que a Fotto se posiciona como parte de um ecossistema maior da fotografia esportiva. A tecnologia não aparece como substituta do fotógrafo, mas como ferramenta para reduzir tarefas repetitivas, acelerar vendas e abrir novas possibilidades de criação.
A conversa também aponta para o futuro da plataforma, com recursos ligados à Fotto 3.0, incluindo central de oportunidades, editor com IA, automações no fluxo de trabalho e novas formas de monetização de acervos.
Para quem vive da imagem, a entrevista deixa uma leitura clara: o mercado da fotografia esportiva está cada vez mais conectado à tecnologia, aos dados, à experiência do consumidor e à velocidade de entrega. Mas, ao mesmo tempo, continua dependendo de algo profundamente humano: estar no lugar certo, no momento certo, com sensibilidade para transformar esforço em memória.
Confira a matéria completa sobre a conversa também no blog da Fotto: CEO da Fotto, Marcelo Moscato, participa do Fala Time Cast




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