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Luiz Paulo Grinberg: o fotógrafo que captura a beleza e o mistério da natureza

Atualizado: 27 de set. de 2023


Fotos: Lupi

Luiz Paulo Grinberg é um explorador de vivências, paisagens e a fotografia é uma ferramenta importante para ele expressar suas visão de mundo. Nesta entrevista ele conta como se apaixonou pela fotografia na adolescência, quando aprendeu com um fotógrafo profissional e montou um laboratório em casa. Ele relata sua experiência com diferentes tipos de câmeras e técnicas, e como a fotografia se tornou um hobby que combinava sua arte, ciência e aventura. Ele destaca seu interesse pela astrofotografia, que surgiu durante a pandemia, e pela vida animal, que o fascina pelas cores e expressões. Ele define seu estilo como contemplativo e criativo, buscando captar a beleza e o mistério da natureza. Além da fotografia de natureza e artística, ele também está inovando com IA e NFTs. Confira a entrevista.


Lupi (como é conhecido) é membro NFoTo!




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Leo Saldanha - Como começou com a fotografia? conte um pouco da sua história?


Luiz Paulo Grinberg - Foi na adolescência, por volta dos 14 anos. Minha família sempre teve o hábito saudável de viajar nos feriados e durante as férias e os cliques de meu pai estavam sempre presentes. Na época, fiz um curso com o fotógrafo do clube, o Sr. Matheus, um húngaro com os dentes tortos, e acabei me tornando uma espécie de assistente freelancer: volta e meia ele me chamava para auxiliá-lo nos eventos. Eu segurava o flash auxiliar nos casamentos e barmitzvás. Passava os finais de semana no laboratório revelando os filmes e ampliando as fotografias. Morava na Vila Mariana e fiz um curso no Museu Lasar Segall. Acabei montando um laboratório na casa de meus pais. O Sr. Matheus fez uma montagem de uma foto minha em PB com sua Hasselblad: minha imagem de perfil, “com duas cabeças”, olhando para direções opostas, como o pássaro Fênix, da mitologia. Acho que ele captou algo de minha essência: olhar para o outro lado da realidade. Me tornei analista junguiano e continuei a fotografia como hobby. No laboratório, adorava fazer experimentos, criando máscaras e entortando os papeis sob a lente do ampliador para criar efeitos surreais. E gostava muito das saídas com meu pai durante os finais de semana para fazer fotografia de rua. Íamos ao centro, ao Brás, fotografar pessoa, feiras e casarões antigos. Experimentava com a longa exposição e fotografava competições de atletismo e outros esportes, shows de música e espetáculos de dança, primeiro com uma Yashica e, depois, com uma Pentax Spotmatic II. Isso até os anos oitenta. Quando surgiram as primeiras câmeras digitais, adquiri uma Nikon CoolPix num freeshop. Depois vieram os smartphones e me acomodei. Acho que houve uma janela de mais ou menos meio século, entre minha adolescência e o resgate da fotografia, que aconteceu mais recentemente. Naquela fase inicial do terror durante a pandemia, em que ninguém sabia direito o que estava acontecendo, em que estávamos esperando “o fim do mundo”, para fugir um pouco de olhar para as ruas assustadoramente desertas que observava do alto do meu apartamento, no décimo andar, passei a olhar para cima e estudar o céu da minha janela. Fiz um curso de astronomia online na Universidade do Arizona e outro de observação do céu a olho nu com um astrônomo do planetário de São Paulo. Desenterrei uma Nikon D600 que havia ganhado de presente, troquei meu carro por um 4x4 e decidi viajar para fotografar o céu, as estrelas e a Via Láctea. Estávamos em plena pandemia. Foi uma maneira criativa de lidar com a angústia de morte que todos nós estávamos vivendo.





Leo Saldanha - Como define seu estilo e o que te move na fotografia?


Luiz Paulo Grinberg - Sempre gostei muito de viajar e de aventuras. Eternizar um momento de contemplação de uma paisagem exuberante traz um prazer imenso. É mais do que o olhar, pois estava lá e tive a experiência toda, imerso na natureza, às vezes com alguma dose de adrenalina. É quase se apropriar daquela beleza - no sentido primitivo de incorporar a força daquela paisagem. Isso vale, por exemplo, para imagens em longa exposição, de cenas com água e movimento em que se produz aquele efeito de véu - cachoeiras, rios, mar acessados por trilhas em meio da mata. Quando olho fotografias como estas que fiz durante alguma incursão na natureza, sinto uma sensação prazerosa na barriga. Acho que é a memória da adrenalina que experimentei durante a viagem. A astrofotografia também é muito fascinante porque nos traz a percepção de nosso ínfimo tamanho em meio ao Universo e nos faz pensar no mistério do porquê e para quê estamos aqui. Há toda a aventura do planejamento da viagem e da escolha do local para a composição que começa bem antes da foto. Acho que fotografar permite que eu aproxime minha alma de artista, a cabeça de cientista e o espírito de aventureiro. Outro tema que me fascina é a vida animal: as cores, expressões, comportamentos dos animais e o inusitado: o voo congelado em pleno ar de dois pássaros disputando um poleiro, um primata olhando e acenando diretamente para a câmera, uma onça-pintada bocejando ou dando o bote num jacaré. O primata olha diretamente para lente e magicamente, estabelece-se uma relação com este nosso parente da árvore da evolução. Retratos de pessoas, fotografia de rua, imagens que trazem movimento, como o panning - aquela técnica em que o objeto surge congelado sobre um fundo borrado - também me encantam. Como há o perigo de se expor com uma câmera profissional nas ruas de São Paulo, acabo fotografando menos assuntos como estes. Acho que gosto de fotografar, no sentido original da palavra: “escrever com a luz”. Neste processo de aprendizagem, o aprofundamento de cada técnica específica, facilita o aprimoramento das outras. É uma espiral ascendente, em que se passa pelos mesmos pontos, porém, num outro patamar. Então: paisagem, natureza, astrofotografia, retratos e efeitos especiais, como o “splash”, por exemplo.




Leo Saldanha - Você conheceu muitos lugares para fotografar. Qual é a forma que faz para escolher os locais?


Luiz Paulo Grinberg - Atualmente, tenho uma lista de lugares com paisagens maravilhosas que pretendo conhecer ou voltar para fotografar. Incluindo um safari fotográfico na África, o salar de Yunis, na Bolívia, os Lençóis Maranhenses e a aurora boreal. Alguns lugares eu preciso revisitar, como a Islândia ou a Patagônia chilena e argentina, para onde viajei apenas com um celular ou uma câmera compacta. Vou te dar um exemplo. Em dezembro de 2021 me deparei com uma foto publicada numa revista: a imagem incrível do interior de uma caverna em Goiás. Decidi que iria fazer uma fotografia daquele Salão dos Espelhos, com os estalactites refletidos no fundo de um espelho d’água. Comecei, então, a planejar uma viagem para a Chapada dos Veadeiros, cujo roteiro iria culminar num workshop de astrofotografia com um pessoal de Brasília. No final de junho de 2022 saí de São Paulo com meu 4x4 e dirigi mais de mil e quatrocentos quilômetros até o Parque Estadual Terra Ronca, em São Domingos, Goiás, onde me hospedei na rústica pousada do Sr. Ramiro, guia local. Seu filho me levou até a Caverna Angélica, cujo acesso se dá cruzando um rio, depois de se dirigir 56 km por estrada de chão e se caminhar cerca de duas horas e meia dentro da mata. Da praia fluvial, são mais uma hora e meia agachando-se dentro da caverna com capacete, lanterna e a mochila com os equipamentos e o tripé, até se alcançar o Salão dos Espelhos. Ali permaneci fotografando cerca de mais de uma hora, sentado sobre uma rocha, dentro da escuridão total. Uma experiência meditativa incrível. O planejamento para uma aventura fotográfica como esta é fundamental: ao tirar a tampa da lente, assim que cheguei, tudo ficou completamente embaçado! Imediatamente saquei da mochila o lens heater que conectei a um power bank e fiz a fotografia - que deve sair publicada num livro produzido por um site indiano, ainda durante este ano. Hoje em dia somos bombardeados por milhares de fotos diariamente. Vou colecionando algumas de fotógrafos que admiro e guardo num arquivo mental para servir como ponto de partida para o planejamento da próxima viagem.




Leo Saldanha - Algum local ficou mais marcado e te impactou mais? Por quê?


Luiz Paulo Grinberg - Vários! Em 2018 aluguei um 4x4 e dei a volta na Islândia. Foram mais de 3 mil quilômetros em 17 dias. É uma ilha com vulcões em atividade e paisagens deslumbrantes: vida marinha, aves, baleias, vulcões, cavernas de gelo, glaciares, gêiseres, praias de areias negras, cachoeiras, campos de lava, com formas incríveis. Quero voltar ao Fiz Roy também, no Parque dos Glaciares, na Patagônia argentina. Passei um janeiro acampando ali. Uma luz maravilhosa das montanhas avermelhadas contra o céu azul. Nestes lugares você vai do micro ao macro em apenas uma dia: a imensidão das paisagens, a natureza bruta, a sorte de topar com algum animal selvagem, ou algum inseto espetacular, ou um cacto diferente. Estou começando a namorar as imagens de macrofotografia. Tem muito a ver com o fato de a fotografia te fazer enxergar aquilo que comumente não enxergamos. Tem muito a ver com a estética também. Acho que busco muito a fotogenia, seja a asa de uma mariposa que pousou em minha área de serviço, o pescoço aveludado de um a girafa no zoológico ou o olhar de um bugio iluminado pela luz matinal, como um artista de cinema.




Leo Saldanha - Como se comporta na hora do clique. Muita espera e contemplação?


Luiz Paulo Grinberg - Tenho frequentado alguns workshops e feito saídas para fotografar nos finais de semana, aqui ou em viagens mais curtas. Conheci bastante gente e fiz bons amigos. É bom estar com um grupo num lugar diferente, é ótimo conversar durante as trilhas. Mas, na hora de fotografar, gosto de estar sozinho. Eu diria que é quase como entrar num outro estado de consciência. Aos poucos você vai se familiarizando com o novo lugar, encontra uma pedra, uma poça d’água ou uma árvore para compor o primeiro plano. Acho importante começar logo a clicar. O olho da câmera enxerga diferente de nosso olho humano. Vou fazendo as fotos e ajustando a composição, me movimentando, testando os diversos ângulos, o enquadramento, experimentando os recursos fantásticos da câmera. Com a repetição, alguns protocolos da técnica tornam-se mais naturais: o uso dos filtros e tripé na longa exposição, a antecipação da decolagem de um pássaro que acabou de pousar no galho de uma árvore. É um estado de concentração em que você precisa estar focado para acessar seu banco de dados das técnicas e, ao mesmo tempo, um estado de fluxo para interagir com o ambiente e o assunto que está fotografando. Na maioria das vezes, não vejo o tempo passar. O sono, o cansaço, a dor no ombro e a fome vão embora. Acho que liberamos vários neurotransmissores nessas horas, muita endorfina, além de noradrenalina, serotonina e dopamina (relacionada ao prazer e ao vício… rs). Sim, a fotografia vicia!





Leo Saldanha - Como vê todas as mudanças tecnológicas que ocorreram na fotografia?


Luiz Paulo Grinberg - Tenho acompanhado a revolução tecnológica não apenas na fotografia, mas no mundo. A mudança é muito rápida e está ocorrendo de forma exponencial. Como nossa cabeça é analógica e linear, não é possível imaginar o que vem por aí, daqui, por exemplo, a cinco ou dez anos. Mas procuro ficar atualizado. O impacto em nosso dia-a-dia já é enorme! A miniaturização também está fantástica. Nos anos sessenta um dos computadores mais potentes do mundo, no MIT, ocupava uma sala e era mil vezes mais lento que os nossos celulares e muito mais caro! O computador que conduziu a Apollo 11 para pousar na lua em 1969 é menos potente que uma calculadora. Os chineses estão inventando lentes para os celulares e desenvolvendo algoritmos para astrofotografia com os smartphones. É impressionante! Será que dentro de alguns anos deixarei a mochila de 11.5 quilos para levar o equipamento e o mini-tripé nos bolsos da calça?





Leo Saldanha - Você entrou na fotografia blockchain agora com coleções NFT. O que pode contar sobre essas novas coleções?


Luiz Paulo Grinberg - Isso é muito recente! Organizar as coleções foi uma maneira de fazer uma auto-curadoria. Não é um trabalho muito fácil. Em geral, nos concursos de fotografia, o júri leva em conta o conceito, a história por trás da foto, a originalidade, a qualidade técnica e o quanto aquela imagem é capaz de te “fisgar” (o punctum, descrito por Roland Barthes). Fazer isso sozinho é trabalhoso. Exige um distanciamento e, um desapego, até, da imagem que produzimos. Às vezes, gosto da imagem porque ela me remete à experiência incrível daquele determinado lugar. O que não necessariamente significa que a imagem é boa! Todos nós temos pontos cegos e vícios de linguagem. Para eleger as imagens das coleções, criei algumas categorias temáticas e procurei me basear, de maneira intuitiva, nestes cinco pontos acima. Ao organizar as coleções - que continuam num permanente work in progress - descobri que algumas fotografias juntas acabavam formando uma pequena história e poderiam se transformar num projeto, num ensaio fotográfico. Como as paisagens do Atacama em PB, por exemplo, ou as sequencias de voos das aves - que imitam aquelas pranchas descritivas que encontramos nos livros antigos de zoologia. Nesse sentido, criar as coleções foi uma boa maneira de re-organizar meu portfólio. O outro ponto, também bastante complexo, foi precificar e monetizar as imagens. É uma aposta àquilo a que o mercado irá responder ou não.





Leo Saldanha - O que acha do conceito dos NFTs? E porque essa tecnologia te fascinou?


Luiz Paulo Grinberg - Quando voltei do Atacama, depois de uma imersão naquele céu maravilhoso, assim que cheguei, no primeiro final de semana, revi o filme “Interestelar” (dirigido por Christopher Nolan) pela sétima vez! Num cenário apocalíptico, a Terra está consumindo suas últimas reservas naturais e um grupo de astronautas viaja numa missão para buscar outros planetas habitáveis para a continuação da espécie. O filme combina ficção com uma boa dose de realidade astrofísica, passando por buracos negros e viagens para outras galáxias através de buracos de minhoca. O filme recebeu consultoria científica do prêmio Nobel de Astrofísica, Kip Thorne, especialista em ondas gravitacionais. Naquele mesmo final de semana, comecei a reler “The Future is Faster than You Think” do empreendedor, médico (Harvard) e engenheiro espacial (MIT) Peter Diamandis. O livro descreve as mudanças disruptivas e o impacto que a convergência das novas tecnologias (I.A., computação quântica, robótica, nanotecnologia, biotecnologia) estão produzindo em nosso dia-a-dia, em todos os setores de nossa sociedade. Aos 64 anos, minha angústia era não ficar de fora desta transformação tão radical de nossa realidade. Depois de reler o capítulo sobre os novos modelos de negócios para geração de valor, decidi que uma maneira de não ficar de fora desta revolução seria me familiarizar um pouco com essa contabilidade criptografada que é a blockchain. Estes ativos digitais únicos funcionariam para mim como uma ponte para o futuro - que ninguém sabe para onde está caminhando! E, porque não, como uma forma de divulgar e vender meus trabalhos.





Leo Saldanha - Você também fotografa com smartphone e vem usando IA. O importante é testarmos e explorarmos as ferramentas?


Luiz Paulo Grinberg - Sim! Na mesma linha do que comentei há pouco em relação a me manter conectado com as mudanças disruptivas da realidade que já estão acontecendo. A tendência é que os dispositivos aumentem sua capacidade e diminuam o seu preço, tornando essa revolução tecnológica cada vez mais acessível. A maioria dos fotógrafos fotografa em RAW, que é uma espécie de negativo digital não comprimido, que contem um maior número de informações. O arquivo bruto permite - na verdade, exige - que completemos a fotografia num pós-processamento. Então, a maior de nós já utiliza a I.A. no dia-a-dia. A maioria das fotografias que planejo já embutem esse processo de edição posterior. Duas outras vertentes me atraem também: a criação de imagens totalmente novas com a I.A. e a possibilidade de combinar uma fotografia minha com algum recurso criado pela I.A. A primeira me fascina muito e comecei a brincar um pouco com estes softwares para produzir imagens a partir de sonhos meus. O que diriam os surrealistas há 99 anos, quando foi lançado o Manifesto do Surrealismo? Será que poderei levar as imagens ou vídeos do meu último sonho no celular para a minha sessão de análise?





Leo Saldanha - Qual o próximo projeto fotográfico que você vai criar?


Luiz Paulo Grinberg - Estou recuperando e digitalizando os negativos analógicos de meu pai e os meus dos anos setenta e oitenta e comecei a esboçar dois projetos com este material - um sobre a memória familiar e outro sobre os meus trabalhos em PB daquela época. Há algo que está no meu radar também: fazer experimentos com “splash” e criar um ensaio com imagens dentro das gotas d’água coloridas. Um quarto projeto, ainda bem incipiente, é a criação de um livro fotográfico.






Leo Saldanha - Uma das suas coleções de NFT mostra que você tem muitas facetas. Essa possibilidade de criar em diferentes assuntos te atrai?


Luiz Paulo Grinberg - Sim! Acho que devemos lapidar o estilo, mas nos mantermos abertos para novas possibilidades guiadas pelo instinto criativo. Identifico-me com o arquétipo do herói - no sentido do indivíduo capaz de se submeter à mudança. Joseph Campbell, descreve o herói como aquele que busca a palingenesia - “uma contínua recorrência de nascimentos para anular as incessantes recorrências da morte”. Gosto dessa definição! Isso se reflete em meu gosto sempre mutante presente nos temas que fotografo: vida animal, paisagens, movimento, astrofotografia, pessoas.





Leo Saldanha - Quais são suas referências e o que alimenta para criar?


Luiz Paulo Grinberg - Há os mestres: Ansel Adams (cujos dois dos três livros clássicos - “A Câmera”, “O Negativo” - eu recomendo), Cartier-Bresson, Garry Winogrand (maravilhoso!), Bob Wolfenson (“Carta a um Jovem Fotógrafo”), Sebastião Salgado (todos os trabalhos!), Araquém Alcântara, Anne Leibovitz, David Duchemin (que fala muito da “fotografia com alma”), Daidō Moriyama (que parece que fotografa sem parar…). Entre os jovens, na fotografia documental sou muito fã do Erico Hiller, que produziu trabalhos profundos e maravilhosos sobre a sobrevivência em torno da Água, a matança dos Rinocerontes e sobre Gandhi e a Marcha do Sal. Francesco Gola que faz trabalhos lindos com longa exposição. O que me alimenta para criar? Muito, a curiosidade a respeito de algo inovo e inusitado com que irei me deparar. A adrenalina de permanecer aberto para a experiência. O planejamento da próxima expedição fotográfica também me alimenta. Tenho um grupo de amigos 60+. Estou criando o “Photo Jeep Club” (rs). Também, a possibilidade de me aprofundar e dominar uma determinada técnica é enriquecedor. Sempre gostei muito de ler e estudar.





Leo Saldanha - O que mais te fascina na fotografia?


Luiz Paulo Grinberg - A possibilidade de contar uma história de maneira única, original e com beleza. E a conexão com as pessoas que as fotografias e as viagens trazem. A fotogenia e a estetização são muito importantes, com espaço para o inusitado e o inconsciente. As minhas fotos refletem a minha busca pessoal, minha individuação, centrada na vida equilibrada, em conexão com a beleza, as aventuras, os amigos, a natureza e seus mistérios. Me defino como alguém com uma mente de cientista, alma de artista e espírito de aventureiro. Luz, equilíbrio e movimento são a minha bússola.


Leo Saldanha - Qual seu grande sonho na fotografia?


Luiz Paulo Grinberg - Continuar fotografando até os setenta, oitenta e, quem sabe, até um pouco mais…




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