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JOVI aposta em câmeras Zeiss e inteligência artificial para avançar na fotografia com celulares

há 4 horas
3 min de leitura

Fabricante apresenta novos smartphones com câmera de 200 megapixels, lentes desenvolvidas com a Zeiss e recursos de IA capazes de modificar iluminação, expressões e composição dos retratos



A fabricante chinesa vivo, que atua no Brasil com a marca JOVI, está ampliando seus investimentos em fotografia móvel. Dois lançamentos internacionais mostram como a empresa pretende combinar equipamentos fotográficos avançados com recursos de inteligência artificial.


De um lado está o vivo V80, modelo intermediário com ferramentas de edição de retratos integradas ao celular. Do outro, o X Fold6, smartphone dobrável equipado com câmera principal de 200 megapixels, teleobjetiva Zeiss e compatibilidade com um acessório óptico externo.


Os aparelhos têm propostas e preços diferentes, mas compartilham a aposta da fabricante na fotografia como um dos principais atrativos para o consumidor.


Vivo V80: retratos com iluminação modificada por IA



O V80 chega com teleobjetiva Zeiss de 50 megapixels, zoom óptico de 3x e estabilização óptica de imagem. O conjunto inclui modos de retrato equivalentes a 85 mm e 100 mm, além de câmera principal e frontal de 50 megapixels.


O destaque está nos recursos de inteligência artificial.


A ferramenta AI Creative Camera permite adicionar efeitos de iluminação, como luz solar, brilho suave e iluminação superior. Nos registros feitos pelo modo compatível, o usuário pode modificar a aparência da luz posteriormente.


Outras funções permitem remover objetos, reposicionar pessoas dentro da composição e expandir a imagem além do enquadramento original. O AI Best Face oferece a possibilidade de selecionar expressões alternativas registradas em uma Live Photo.

Há ainda um modo chamado CCD Flash Portrait, que procura reproduzir o contraste e a aparência de fotografias feitas com câmeras digitais compactas antigas.


A combinação é curiosa: tecnologias computacionais sofisticadas estão sendo utilizadas para recriar características visuais de equipamentos que já foram considerados ultrapassados.


O V80 também grava vídeos em 4K a 60 quadros por segundo com as câmeras frontal e traseira. A distribuição inicial contempla mercados como Índia, Sudeste Asiático e Oriente Médio.


X Fold6: um dobrável com câmera de 200 megapixels


O segundo aparelho segue outro caminho.



O vivo X Fold6 é um smartphone dobrável com câmera principal de 200 megapixels, sensor de 1/1,4 polegada e lente equivalente a 23 mm. O sistema inclui uma teleobjetiva periscópica Zeiss APO de 50 megapixels, equivalente a 70 mm, e uma ultragrande-angular também de 50 megapixels.


Uma característica pouco comum entre celulares dobráveis é a compatibilidade com o Zeiss Telephoto Extender Gen 2, acessório óptico vendido separadamente que amplia as possibilidades de fotografia a distância.


O conjunto demonstra que a fabricante pretende oferecer recursos fotográficos avançados também em aparelhos dobráveis, categoria em que o espaço interno precisa ser dividido com telas maiores e mecanismos de articulação.


O X Fold6 chegou ao mercado europeu com preço próximo de 2.200 euros, posicionando-se entre os smartphones premium.


Apesar da presença da JOVI no Brasil, ainda não há confirmação de lançamento nacional desses dois modelos.



O que esses lançamentos mostram sobre a fotografia?


A parceria entre vivo e Zeiss existe desde 2020 e combina desenvolvimento óptico, processamento de imagem e software. Os novos aparelhos ajudam a entender a direção desse investimento.


O celular já permite escolher diferentes distâncias focais, simular características de lentes e trabalhar com estilos de cor. Agora, passa também a oferecer recursos para modificar aspectos importantes da fotografia depois da captura.


No caso do V80, o usuário pode alterar a iluminação de um retrato, eliminar elementos e reorganizar a composição com poucos comandos.


Isso amplia as possibilidades de produção de imagens para uso pessoal, redes sociais e comunicação comercial. Também coloca ferramentas antes associadas a processos especializados de edição nas mãos de um público muito maior.



Há limites importantes. Uma câmera de 200 megapixels não garante, por si só, qualidade superior. A assinatura Zeiss também precisa ser considerada junto com o tamanho do sensor, o desempenho óptico e o processamento final. E os resultados dos recursos de IA ainda dependem de avaliações práticas.


Para fotógrafos profissionais, a questão vai além da comparação entre câmeras e celulares.

Quando consumidores conseguem produzir retratos visualmente elaborados com menos equipamentos e conhecimentos técnicos, o mercado passa a oferecer novas alternativas para necessidades que antes poderiam levar à contratação de um profissional.


Isso não elimina diferenças de direção fotográfica, atendimento, consistência ou experiência. Mas pode mudar o que determinados clientes consideram suficiente para suas necessidades.


Os lançamentos da JOVI mostram como essa transformação está chegando diretamente aos aparelhos utilizados no cotidiano. E reforçam a importância de acompanhar tanto a evolução técnica quanto seus possíveis efeitos sobre os serviços de fotografia.


Como essas mudanças afetam o seu trabalho?

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