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Momento R.U.M.O. - A importância de fazer as perguntas certas

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Em um mercado transbordando de respostas prontas, a vantagem competitiva pode estar em saber qual pergunta fazer antes.



Estamos cercados de respostas.

Cursos, palestras, redes sociais, tutoriais, listas, fórmulas, receitas prontas. O mercado da fotografia (como quase todo mercado) está saturado de respostas para perguntas que talvez nem sejam as suas.


Lembro de ter lido, alguns anos atrás, um livro cujo título era algo como Por uma Pergunta Mais Bela. Não me recordo do autor com precisão, mas a ideia central ficou. A tese era simples e poderosa: as grandes viradas raramente começam com uma resposta. Elas começam com uma pergunta melhor.


O Uber nasceu de uma pergunta: e se eu não dependesse de táxi e o carro pudesse me encontrar pelo GPS? A Polaroid veio da filha do fundador querendo saber por que não dava para ver a foto na hora. A GoPro nasceu de alguém querendo documentar as próprias aventuras no surfe sem depender de uma câmera que não acompanhava o corpo. A Apple criou o iPhone se perguntando se seria possível ter tudo num único dispositivo, com simplicidade e design que as pessoas realmente quisessem tocar. A Fujifilm, que poderia ter morrido com o fim do filme, se perguntou se fazia sentido simular as características dos filmes fotográficos nas mirrorless e virou cult.


Anne Geddes não começou com uma estratégia de mercado. Começou com uma pergunta: e se eu fotografasse bebês dentro de vasos, como se fossem flores? Depois a pergunta foi crescendo. Isso rende um livro? Uma linha de produtos? Uma marca? Uma loja?


Cada resposta gerou a próxima pergunta.


A força da IA hoje funciona da mesma forma. O motor por trás de tudo é um "e se": e se eu tivesse esse cabelo, e se eu fosse mais magro, e se a sessão fosse em Tóquio, e se mesmo sem ter feito formatura eu pudesse ter as fotos de colação. A IA é, essencialmente, uma máquina de responder perguntas imaginativas. E funciona porque as perguntas que a movem são específicas, visuais, pessoais.


Mas tem uma armadilha.


Tive a chance de entrevistar John Michael Cooper quando o Trash the Dress ainda era uma ideia nova. Ele era fotógrafo de casamento em Las Vegas e se fez uma pergunta simples: e se os noivos quisessem algo completamente diferente depois da cerimônia? E se eles quisessem ousar, quebrar o padrão, destruir o vestido? O estilo virou tendência mundial.


Mas depois de alguns anos, ele ficou preso nessa mesma pergunta — e quando o mercado inteiro começou a copiar, ele teve que fazer novas perguntas para sair daquilo.


Essa é a armadilha: ficar preso na pergunta que um dia funcionou.


A Apple também já caiu nisso. "E se lançarmos mais um iPhone parecido com o anterior?" não tem a mesma força do que gerou o produto original.


O problema não é só parar de fazer perguntas. É continuar respondendo às mesmas perguntas enquanto o mercado, o cliente e o contexto mudaram.


E tem um ponto ainda mais central: a pergunta certa é a sua, não a do colega. Ela envolve o seu momento, a sua fotografia, o seu cliente, o problema específico que você está tentando resolver agora. Às vezes é uma pergunta de crescimento. Às vezes é uma pergunta de sobrevivência. Às vezes é uma pergunta de sentido.


Foi exatamente a partir desse tipo de inquietação que eu cheguei ao Mapa R.U.M.O.

A pergunta foi: e se o fotógrafo ou a fotógrafa pudesse ter algo customizado, uma leitura estratégica personalizada, sem precisar entrar em mais um curso, mais uma mentoria de meses ou mais uma palestra genérica?


O Mapa R.U.M.O. nasceu disso. E agora está em uma nova fase. Saiba mais e comece comigo aqui: Mapa R.U.M.O. entra em nova fase com AURA e Galeria AURA

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