Nova IA agora refaz a sua foto. Mesmo quando ela já aconteceu
- há 2 dias
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Ferramenta apresentada nesta semana não ajusta o que foi capturado, mas recria a cena inteira e coloca em xeque a relação entre imagem e realidade

Editar sempre foi uma decisão. Recortar, iluminar, ajustar o que foi capturado. O fotógrafo continuava no controle do que a imagem seria.
Uma nova função de ferramenta de IA apresentada esta semana muda essa lógica. Ela não melhora a foto. Ela refaz a cena inteira: recompõe o enquadramento, reposiciona o sujeito, reengenharia a iluminação, corrige expressão. O resultado pode ter pouca relação com o original. Não é pós-processamento. É uma segunda captura que nunca aconteceu.
O exemplo de demonstração mostra um cachorro numa doca com um brinquedo inflável. A versão processada tem outro enquadramento, outra luz, outra composição. A imagem funciona melhor. Mas o momento que ela registra não existiu.

Durante décadas, a fotografia carregou uma premissa simples e poderosa: algo aconteceu para que aquela imagem existisse. Essa relação está começando a se romper.
Para quem fotografa profissionalmente, a questão não é se a ferramenta é boa ou ruim. É outra: quando a foto pode ser refeita depois, o que exatamente o fotógrafo está entregando? E como usar o apelo da autoria e do real que foi vivido como diferencial?
A propósito, a novidade também oferece uma oportunidade para profissionais. Algo que abordei no conteúdo para membros.

Essa tecnologia ainda não é dominante, mas já está entrando no fluxo de aplicativos e plataformas usadas por milhões de pessoas. Aliás, essa nova função é de uma das maiores IAs do mundo. E isso muda expectativa antes mesmo de mudar o mercado.
A análise completa, com os nichos mais expostos, o impacto na relação com clientes e como se posicionar diante disso, está disponível para os membros da comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto.
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