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Google reduz custo de vídeo com IA e lança Veo 3.1 Lite após fim do Sora

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Google reduz drasticamente o custo de geração de vídeo com o Veo 3.1 Lite enquanto a OpenAI encerra o Sora, em um movimento que expõe o verdadeiro campo de disputa: preço e escala


O Google lançou nesta semana o Veo 3.1 Lite, uma nova versão do seu modelo de geração de vídeo com inteligência artificial voltada a reduzir custo e ampliar uso em escala. O modelo chega via API do Gemini com preço significativamente menor em relação às versões anteriores, partindo de cerca de US$ 0,05 por segundo em 720p, contra valores que chegavam a US$ 0,40 por segundo nas versões completas.


Na prática, a mudança altera o ponto de entrada dessa tecnologia. O que antes operava com custo elevado e uso limitado passa a se aproximar de aplicações mais frequentes, especialmente em ambientes de teste, produto e produção contínua.


O lançamento acontece poucos dias após a decisão da OpenAI de encerrar o Sora, seu projeto de geração de vídeo. A empresa indicou uma mudança de foco para pesquisa em simulação e robótica, encerrando um ciclo que vinha sendo apresentado como um dos principais avanços na área.



O contraste entre os dois movimentos expõe um ponto central desse mercado. A qualidade dos modelos evoluiu rapidamente nos últimos meses, mas o custo permaneceu como principal restrição para uso consistente. A redução promovida pelo Google reposiciona esse equilíbrio ao tornar o vídeo gerado mais viável dentro de fluxos reais de produção.


O Veo 3.1 Lite mantém recursos como geração a partir de texto e imagem, com suporte a formatos vertical e horizontal e duração de até 8 segundos por vídeo. Nos testes iniciais, o modelo apresenta velocidade alta de geração e qualidade próxima à versão intermediária, com pequenas limitações em detalhes mais finos.


Ao mesmo tempo, o movimento ocorre em um cenário competitivo mais amplo. Empresas chinesas como Kuaishou e Tencent já vinham pressionando preços com modelos mais acessíveis, enquanto ferramentas voltadas ao uso profissional seguem explorando caminhos mais avançados, com foco em controle narrativo e consistência entre cenas.


A redução de custo no vídeo com IA não resolve todas as limitações do modelo atual, mas altera o tipo de uso possível. A tecnologia deixa de ser restrita a demonstrações e passa a ser considerada dentro de operações que exigem volume, repetição e velocidade.


Para quem trabalha com imagem, o impacto não está apenas na ferramenta, mas na mudança gradual de expectativa. À medida que o custo de produção de vídeo diminui, a tendência é de aumento na demanda por formatos dinâmicos, integração entre foto e vídeo e maior frequência de entrega.


Esse tipo de movimento não costuma gerar ruptura imediata, mas sinaliza direção. E, neste caso, a direção aponta menos para um salto de qualidade e mais para uma queda de barreira de entrada.


Movimentos como esse fazem parte de uma mudança mais ampla que venho acompanhando de perto dentro da comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto, sempre com foco em leitura prática de mercado.


Entre os dias 6 e 15 de abril, abro uma nova rodada da Leitura R.U.M.O., voltada para quem precisa entender onde ajustar posicionamento, oferta e direção neste cenário.

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