Seu cliente recebeu a foto. Agora o Google quer ajudá-lo a fazer o resto
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Google Pics coloca geração e edição de imagens com IA dentro do Workspace. Para fotógrafos, a novidade chama atenção pelo que pode acontecer com uma imagem depois da entrega.

O Google começou a liberar o Google Pics, nova ferramenta de criação e edição de imagens com inteligência artificial integrada ao Workspace. Ela permite gerar imagens a partir de prompts, mas também importar fotografias do computador, Google Drive ou Google Photos e continuar trabalhando sobre elas.
É justamente essa segunda parte que merece atenção de quem trabalha profissionalmente com fotografia.
O Pics permite selecionar objetos específicos dentro de uma imagem e fazer alterações localizadas, editar ou traduzir textos, adaptar o corte para diferentes usos e aumentar a resolução para 2K ou 4K. Também mantém histórico de versões e permite colaboração entre usuários.
Isoladamente, boa parte disso já existe em outras ferramentas. A diferença está em onde o Google está colocando esses recursos.
O Pics começa integrado ao Docs e Slides e será ampliado dentro do Drive. Segundo o Google, milhões de pessoas já interagem com bilhões de imagens todos os meses dentro do Workspace. A ideia é diminuir a necessidade de sair desse ambiente para produzir ou adaptar conteúdo visual.
O que isso muda para o fotógrafo?
Pense em uma situação comum: uma empresa contrata uma sessão, recebe as fotografias e coloca os arquivos no Drive.
A partir daí, sua própria equipe pode começar a adaptar uma imagem para uma apresentação, alterar proporções, inserir ou traduzir textos, criar outras aplicações e fazer determinadas modificações utilizando IA.
Isso não significa que o Google Pics substitui Photoshop, Lightroom, Capture One, Canva ou profissionais de design. Também é cedo para avaliar como a ferramenta se comporta em edições fotográficas mais exigentes.
A questão mais interessante está em outro lugar.
A fotografia entregue tende a se tornar cada vez mais matéria-prima para um fluxo visual que continua depois que ela sai das mãos do fotógrafo.
Isso pode parecer uma mudança pequena, mas toca diretamente em fotografia corporativa, gastronomia, produtos, publicidade e produção de conteúdo para marcas.
Se o cliente ganha mais autonomia para transformar as imagens que recebe, talvez também mude o que ele passa a valorizar na contratação de um fotógrafo: não apenas arquivos tecnicamente bons, mas fotografias pensadas para diferentes aplicações, formatos e necessidades de comunicação.
E vale acompanhar o que vem depois
O Google Pics começou a ser distribuído em 1º de setembro para determinados planos Workspace e assinantes Google AI Pro e Ultra, com liberação gradual nas próximas semanas.
Mais do que acompanhar outro lançamento de IA, vale observar como ferramentas desse tipo começam a alterar o caminho entre produzir uma fotografia, entregá-la e efetivamente colocá-la em uso.
Para membros do Fotograf.IA Essencial
No Fotograf.IA Essencial , fui além da notícia e organizei as funções mais importantes do Google Pics, onde elas podem entrar no fluxo de um fotógrafo, como o cliente também pode utilizá-las e o que essa mudança pode significar para entrega e oferta de serviços.
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