top of page

Getty e Shutterstock avançam em fusão após aval dos EUA, mas enfrentam críticas concorrenciais e de fotógrafos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Departamento de Justiça aprova união das maiores plataformas de licenciamento visual; regulador britânico avalia riscos de concentração e impacto em preços e condições para criadores



A Getty Images e a Shutterstock anunciaram que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) aprovou sem restrições a fusão proposta entre as duas empresas. Com o término do período regulatório norte-americano, a operação avança enquanto aguarda a decisão final da autoridade concorrencial do Reino Unido (CMA), prevista para abril.


A união reúne duas das maiores infraestruturas globais de licenciamento visual, combinando bibliotecas, tecnologia e operações. As empresas afirmam que a integração permitirá ampliar investimentos em conteúdo, dados e soluções baseadas em IA, além de gerar sinergias operacionais e financeiras.


No entanto, o movimento enfrenta críticas concorrenciais relevantes. A CMA britânica já indicou que a fusão pode reduzir significativamente a competição nos mercados editorial e de fotografia de banco, com risco de preços mais altos, condições comerciais menos favoráveis e menor qualidade de serviço para clientes e veículos. O órgão observa que o fornecimento de conteúdo editorial já é altamente concentrado, com a Getty como líder clara e a Shutterstock como uma das poucas alternativas de escala.


Entidades do setor e associações de mídia também manifestaram preocupação com a concentração. Analistas e fotógrafos citados pela imprensa internacional apontam que a união pode ampliar o poder de precificação da plataforma combinada e pressionar ainda mais os valores pagos a criadores, em um mercado já marcado por queda de licenciamento e competição de bancos gratuitos e geração sintética.


Ao mesmo tempo, o aval do DOJ sinaliza que reguladores podem considerar o setor suficientemente competitivo diante da presença de grandes players tecnológicos e plataformas visuais globais. Após a aprovação, ações das duas empresas registraram alta no mercado financeiro, refletindo expectativa de ganhos de escala e eficiência.


Eu tenho observado que o mercado de bancos de imagem entrou em fase clara de consolidação em torno de poucas infraestruturas globais de distribuição visual. Essa fusão não representa apenas ampliação de catálogo, mas disputa por controle de dados, licenciamento e ecossistemas de criação. Para fotógrafos, o efeito tende a ser ambivalente: plataformas mais integradas e tecnológicas, mas também maior concentração de poder de intermediação e negociação.


A decisão final no Reino Unido deve definir até que ponto o setor aceitará essa concentração como inevitável diante da transformação tecnológica do mercado visual.


Movimentos como a fusão Getty–Shutterstock fazem parte das transformações estruturais que venho acompanhando na comunidade Fotograf.IA+C.E.Foto, onde analiso em profundidade o impacto dessas mudanças para fotógrafos, mercado e posicionamento profissional.



Comentários


CONTATO

São Paulo, SP

  • Canal de Notícias no Insta
  • Telegram
  • logo-whatsapp-fundo-transparente-icon
  • Youtube
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Facebook

© 2026 - Leo Saldanha. 

Vamos conversar? Obrigado pelo envio

bottom of page